“Dar Voz ao Passado” foi o tema da mostra de etnografia, que o Grupo de Danças e Cantares de Santiago de Bougado promoveu na tarde de domingo, 21 de junho.

A eira da casa de Guilhermina e Joaquim Torres serviu de palco para uma pequena mostra de etnografia, que reviveu um pouco da história dos antepassados das “gentes dos Bougados”. A “Batida do centeio” marcou o início desta mostra, com a recriação deste trabalho, que era desempenhado “nas horas de maior calor”, ao bater “ritmadamente a palha com o cereal”. Para terminar a atividade, foi revivido “um domingo à tarde no Largo da Cruz”, com “pessoas de todas as idades a ir-se juntando ao som de vários instrumentos”.

A mostra de etnografia foi organizada pelo Grupo de Danças e Cantares de Santiago de Bougado, com o intuito de “recordar retalhos da vida dos nossos antepassados”, de forma a “dar a conhecer as nossas raízes, valorizar e amar o nosso património cultural e, em especial, homenagear as mulheres e os homens que nos deram vida”. “As vivências humildes das pessoas, da época que tentamos recriar, devem encher-nos de orgulho, porque no trabalho árduo, de dias compridos, encontravam a alegria de viver e algumas das tarefas eram executadas ao som de alegres cantares”, denotou a direção do Grupo, presidida por Joaquim Dias.

Pelo feedback recebido, Joaquim Dias fez um balanço “extremamente positivo”, uma vez que “o público considerou que a iniciativa foi muito bem conseguida”. O Grupo agradece aos proprietários da casa, pela “cedência do espaço para o evento, pela colaboração prestada e pela abertura do seu lar à comunidade”, e a “todas as pessoas que, não fazendo parte, se juntaram na concretização da mostra”.