A 2ª noite do Positive Vibes continuou o clima de boas vibrações da 1ª noite, arrancando com os Souls of Fire, a banda de Leça da Palmeira, que trouxe um som algures entre um Reggae perfeitamente denunciado e um funk que paira no ar. O carácter mais intervencionista das composições dá um tom mais sério, mas ainda assim cheio de esperança no futuro. Um bom arranque para uma noite que foi um verdadeiro delírio.

A segunda parte da noite teve a cargo de um inspiradíssimo Emir Kusturika e a sua The No Smoking Band. A energia dos Balcãs e da sua sonoridade muito própria, cheia de alegria e festa constante, fez deste concerto uma verdadeira apoteose festiva, cheia de surpresas e encenações que levaram um grupo de raparigas a palco com a missão de dançar ao comando de Kusturika, até a uma apoteótica disputa de som entre Kusturika e o violinista da banda, Dejan Sparavalo, com um arco gigante em palco. Este concerto teve o dom de pôr toda a gente a dançar numa toada mais World Music, mas cheia de energia positiva.

A finalizar a 2ª e última noite do Positive Vibes 2012 estiveram uns inspirados Natiruts, a banda que trouxe um reggae mais envolvido pelas sonoridades do Brasil, de onde a banda é originária. Claramente a banda que mais fãs teve neste festival, que cantavam de cor os refrões e que conheciam as músicas desde os primeiros acordes, os Natiruts surpreenderam também por um vocalista extremamente consciente da necessidade de entreter, e uma guitarrista de uma qualidade excelente. A banda terminou em apoteose, agradecendo ao público e desejando sorte para o jogo Portugal – Holanda, ao que o público também agradeceu, aplaudindo a banda em êxtase.

Os sons Reggae continuaram a soar pela noite dentro, na tenda Soundsystem, ainda com muito público a ficar.

Segundo a organização, esta edição do Positive Vibes fechou com um balanço muito positivo, pois foram contrariadas as perspectivas de chuva e o ambiente estava fantástico. A consciência de que a data não foi a melhor dada a época de exames que impediu que uma fatia de público que poderia vir ao festival, não o tivesse feito. Ainda assim a afluência de público foi muito boa, e a ficou a certeza de que o próximo Positive Vibes será melhor que este, e que tem pernas para andar e crescer gradualmente, corrigindo eventuais erros desta primeira edição, aqui considerada como o ano zero.

Vamos então aguardar pela próxima edição, com a certeza de que esta merece ser considerada como um bom arranque e com um ambiente muito alegre e positivo.

Texto: Ângelo Ferreira

Fotos: Miguel Pereira

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