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Ano 2011

Faça acontecer o fim da crise em Portugal

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A grave situação de crise, que nos “bateu à porta”, pode ser, senão debelada na totalidade, pelo menos atenuada significativamente, se todos começarmos a interiorizar, para depois praticar, o conceito de cidadania. O antigo Presidente dos EUA, John F. Kennedy, disse um dia: “Não perguntes o que o teu País pode fazer por ti; pergunta o que podes fazer pelo teu País”.

Para termos uma ideia da dimensão da crise, que o País está a viver, a arrecadação de um dos mais importantes impostos, em termos de receitas do Estado, o IRS – Imposto sobre o Rendimento – , que a maioria de nós conhece bem, só dá para pagar pouco mais que os juros da dívida portuguesa. Só para os juros; pouco sobra! É um valor muito elevado de juros, que temos de pagar. Melhor: é exagerada a dívida do Estado Português feita, na sua maioria, para comprar ao estrangeiro.

A desconfiança na capacidade dos portugueses, para ultrapassarem esta crise, é quase generalizada. Mais, somos enxovalhados por apreciações e comentários mais ou menos jocosos, quantas vezes vindas dos nossos parceiros europeus, que nos olham como: «uns “coitadinhos”, que são incapazes de sair da crise e de traçar um rumo de desenvolvimento». É preciso mudarmos de atitudes e alterarmos este clima depressivo, para que os dias que aí vêm, não fiquem ainda mais “negros”.

Se as nossas atitudes estiverem impregnadas de portuguesismo, podemos dar um contributo importante no combate à crise. É possível fazer com que Portugal saia do “aterro” onde nos meteram, desde que, assumidamente, preferirmos consumir o produto nacional. Este comportamento, será fazer acontecer o fim da crise em Portugal.

Devemos estar atentos às campanhas de marketing, altamente agressivas, que nos levam a consumir aquilo que queremos, e aquilo que não queremos. Não nos deixemos manipular e sejamos perfeitos protecionistas daquilo que é nosso, daquilo que é português. São tantos os países que assim fazem, com excelentes resultados para as suas economias. E nós, porque não o fazer também?

Comecemos pelas compras que fazemos na mercearia ou no supermercado: vamos comprar preferencialmente produtos portugueses: peixe, carne, legumes, bebidas, etc. Quando formos almoçar ou jantar fora, vamos optar pelos restaurantes de comida tradicional portuguesa. Depois, nas compras de roupa ou calçado, deveremos verificar atentamente a etiqueta de origem dos produtos e, sempre que haja alternativa, vamos escolher os produtos fabricados em Portugal. E, por fim – tanto sol, tanto mar, que temos para escolher -, nas nossas férias, “vá para fora cá dentro”. Façamos férias em Portugal.

Com estas atitudes, vamos reduzir as importações, que nos estão a arrastar, cada dia que passa, para o fundo do “aterro”, e vamos fazer crescer a nossa economia, para assim, reduzirmos o desemprego. Este ato coletivo, de escolhermos português, será uma resposta eficaz à crise e uma prova, aos nossos parceiros europeus e não só, que não somos uns “coitadinhos” incapazes. E, assim, podermos gritar bem alto: Viva Portugal!

José Maria Moreira da Silva

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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