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Ano 2011

Concurso do Melão atraiu populares (c/video)

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Ao todo, foram 27 os melões que os elementos do júri provaram durante o Concurso do Melão Casca de Carvalho, inserido no Bougado em Festa. O melhor exemplar deste fruto foi o de Carlos Costa, que alcançou o 1º prémio.

O melão casca de carvalho é um dos mais conceituados da região e conhecido pela sua casca rugosa e sabor picante. Mas nem sempre é fácil escolher um exemplar para levar para casa. Para reconhecer um bom melão casca de carvalho só há uma forma: pelo toque.

“O melão que é bom é encontrado pelo toque, que nos diz logo o melão que está lá dentro. Tem de ser macio, mas firme”, explicou Carlos Costa, que foi o grande vencedor do Concurso de Melão casca de carvalho, promovido pela Junta de Freguesia de Santiago de Bougado durante a iniciativa Bougado em Festa.

Na segunda-feira à tarde, este bougadense garantiu que ficou “contente com a vitória”. “Quando decidimos participar, temos sempre a esperança de ganhar alguma coisa”, confessou.

Carlos Costa vê com bons olhos a realização deste concurso na sua terra: “É importante, até porque quando pertencíamos ao concelho de Santo Tirso já se realizava e é bom que agora continue”.

O Souto de Bairros encheu-se de curiosos que ansiavam pelo momento de provar o fruto vencedor. António Padrão foi um dos que não resistiu a assistir ao concurso. “Gosto de vir todos os anos assistir à festa do melão. Como sou agricultor, gosto de ver as coisas da lavoura e de saber qual é o melhor melão e a quem pertence”, explicou. António Padrão considera que esta “é uma boa ideia da Junta de Freguesia, que está de parabéns por organizar um evento que engrandece Santiago de Bougado”.

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Américo Costa também se deslocou propositadamente ao Souto de Bairros para assistir ao concurso. “Sou um apreciador de melão casca de carvalho e vou tentar comprar um, apesar de ser muito caro”, afiançou antes de se conhecerem os vencedores.

O vencedor Carlos Costa partilhou o pódio com João Maia, que ficou em 2º lugar, e com Bruno Miranda, que cultivou o terceiro melhor melão a concurso. De referir, todavia, que um outro exemplar apresentado por Carlos Costa, de acordo com a pontuação atribuída pelo juri, alcançou o 2º lugar. No entanto, de acordo com o regulamento do concurso, o mesmo produtor não poderia receber dois prémios, pelo que apenas foi atribuído a melhor classificação.

Para o júri nem sempre é fácil escolher o melhor melão a concurso. Fernando Miranda, representante da Direção Regional de Agricultura, foi um dos elementos responsáveis pela atribuição da classificação: “Quando são muitos melões a concurso é sempre difícil chegar a uma conclusão, porque os sabores acabam por se misturar e quando há melões muito parecidos é muito complicado”. Neste concurso “houveram dois ou três que se destacaram e, por isso, foi relativamente fácil encontrar os vencedores”.

O júri tinha de avaliar as diferentes características dos 27 melões a concurso, como “o sabor, a cor da polpa ou o tamanho”. “São tudo características importantes neste tipo de melão, mas demos preferência ao sabor. Pode haver melões muito bonitos no exterior, mas a característica ‘sabor’ ‘ tem mais peso”, ressalvou Fernando Miranda.

Apesar de não encontrar exemplares perfeitos, o representante da Direção Regional de Agricultura reconheceu a qualidade dos que foram apresentados: “Este ano não foi um ano muito bom em termos da qualidade do melão, mas já estive há alguns dias noutro concurso e neste a qualidade foi bastante superior”.

O presidente da Junta de Freguesia, António Azevedo, acompanhou de perto o desenrolar do concurso e não escondeu a satisfação pelo sucesso da iniciativa: “Foi muito disputado. Acredito que de uma maneira geral os quatro dias correram bastante bem, porque tivemos muito público”, acrescentou, deixando a certeza que tanto o Bougado em Festa, como o Concurso de Melão são eventos a manter na freguesia.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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