A Trofa, cidade e concelho, tem várias Associações, culturais, desportivas e recreativas que, cada uma à sua dimensão, a têm representado condignamente.

   Todas estas associações dão os melhores dos seus esforços para alcançarem a maior projecção possível, algumas delas a nível internacional.

E foi em função desses esforços que a Trofa conquistou alguns títulos e representações condignas, de foram exemplos o CAT, atletas do Ginásio da Trofa, Banda de Música da Trofa, Ranchos Folclóricos, e outros, pedindo desculpa por algum esquecimento injusto.

Mas o Clube Desportivo Trofense, até pela actividade que desenvolve, de grande projecção, é a Associação que mais se tem evidenciado no panorama associativo e desportivo nacional.

Há muitas décadas que o Trofense se tem esforçado por alcançar uma posição digna no desporto nacional e esse esforço passou por muitos altos e baixos, muitos desânimos, muitos sofrimentos e também muitas alegrias.

Recordo-me ainda do clube a disputar a 3.ª divisão distrital e da luta que foi desenvolvida para sair desta divisão donde parecia não ser possível sair, o que veio a acontecer com o saudoso Dieste.

Ao longo dos anos, foram muitas as pessoas que deram o seu melhor ao serviço do clube.

Muitos sofreram desgostos e gastaram muito dinheiro a dirigir o clube. Alguns já faleceram e imagino a sua alegria, se cá estivessem, para ver que houve continuadores que honraram e honram o clube.

Os que, felizmente, estão vivos, devem sentir-se muito satisfeitos pela posição alcançada e pelas alegrias que tem proporcionado aos associados, adeptos e simpatizantes.

Com algumas subidas e descidas, com fases conturbadas pelo meio, o Trofense conseguiu chegar à 2.ª Liga do futebol nacional, hoje Liga Vitalis, e onde tem feito uma carreira brilhante.

Apesar de ter perdido o último jogo em casa, mantém-se ainda no primeiro lugar e há que ter esperança que por aí se mantenha até ao fim do campeonato.

Sabe-se que é ima prova duríssima, com adversários muito fortes e o Trofense não tem mais obrigações que os outros clubes na eventual subida à 1.ª Liga.

Suba ou não de divisão, deve reconhecer-se que está a fazer história e a honrar a Trofa e o concelho com a brilhante carreira que tem feito esta época na sequência da presença muito digna da época anterior.

A pressão que pesa sobre os dirigentes, treinador e atletas pode ser negativa e, por isso, achei inteligente a atitude do treinador ao tentar aliviar essa pressão que pode prejudicar o grupo de trabalho.

É, para mim, evidente que todo o concelho da Trofa torce para que a equipa ascenda à 1.ª Liga.

Seria um feito histórico que ficaria guardado nas melhores memórias do concelho da Trofa.

Pergunto-me: e porque não? O Trofense, segundo os críticos, é, porventura, a melhor equipa do campeonato e, se não tem a obrigação de subir de divisão, como não tem, tem também o direito a tal façanha.

E se não subir? Há motivos para desânimos? Creio que não. Suba ou não suba de divisão, a carreira tem sido brilhante e ninguém pode tirar o mérito a quem está a trabalhar para o sucesso do clube.

E o sucesso não passa apenas pela subida de divisão.

 

Afonso Paixão