Já em 2008, servia de “casa” a um homem que durante dois anos ali (sobre)viveu antes de entaiparem o edifício. Depois de alguns anos sem atividade, excetuando os momentos em que serviu de palco para manifestações a reivindicar a linha do metro e para arraiais políticos em tempos de campanha eleitoral, a antiga estação ferroviária da freguesia do Muro volta a ter um utilizador. Não para utilizar meio de transporte, porque esse deixou de passar em 2002, mas para servir de guarida a um sem-abrigo que por lá tem pernoitado “há cerca de dois meses”, contaram ao NT moradores na zona.
A “cama” está montada numa das zonas resguardadas no exterior do edifício, onde é visível a falta de higiene e salubridade dos cobertores e tapetes utilizados.
E nas imediações do edifício é também claro o desmazelo das entidades responsáveis pela manutenção do antigo canal. As ervas já atingiram dimensões consideráveis e são terreno fértil para a disseminação de parasitas.