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Ano 2008

Voluntariado

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Os Voluntários, inspirados na Declaração Universal dos Direitos do Homem de 1948 e na Convenção sobre os Direitos da Criança de 1989, consideram o seu comprometimento como um instrumento de desenvolvimento social, cultural, económico e do ambiente, num mundo em constante mutação.

  O trabalho voluntário, contribui para a melhoria da qualidade de vida, realização pessoal e uma maior solidariedade, sem recebimento de qualquer prestação pecuniária ou auferimento de qualquer lucro. Tem sido uma das formas mais eficazes para que seja suprido o fraco investimento, ou a falta de investimento oficial, em acção social, ambiente, educação, saúde, desporto e lazer e mesmo assim tem sido tão maltratado, ou até mesmo enxovalhado pelos poderes púbicos, mas também por muitos elementos da sociedade.

O Voluntariado, é uma forma de participação activa do cidadão na vida das comunidades e ao contrário do que pode parecer, é exercido de forma séria e muitas vezes necessita de especialização!?! A maior recompensa deste trabalho não é qualquer valor material; não é a ambição, nem a busca de riqueza material ou notoriedade que move os voluntários. Eles são movidos pela vontade de ajudar, pela procura de riqueza emocional e pela certeza de poderem dar um contributo para a construção de um futuro diferente e melhor, fazendo assim a diferença. São voluntários! Ser voluntário, é ser útil, deliberadamente sem esperar compensações nem recompensas. Ser voluntário é, tantas vezes, uma bênção inesperada para quem beneficia.

Nalguns países o voluntariado é uma prática corrente, um princípio, como que uma obrigação individual e livremente assumida. É uma espécie de afirmação de cidadania plena e responsável. Neste país, um país com muitos cidadãos complexados, ninguém quer ser "criado" de ninguém, quase ninguém está para se incomodar por alguém que não conheça (a não ser que apareça na televisão). Jovem, adulto, reformado ou desempregado, poucos assumem o voluntariado como uma prática privilegiada de realização pessoal e social.

O voluntariado implica um esforço para a acção centrada no outro, o qual requer implicitamente responsabilidade. Criam-se ligações e relações que faz todo o sentido manter até que se alcancem objectivos concretos. É muito diferente de um simples voluntarismo pontual. Há por todo o mundo grupos de pessoas, que para lá dos seus deveres profissionais e sociais, dedicam parte do seu tempo aos outros. Fazem-no com um objectivo que não se esgota na própria intervenção, mas que pretende erradicar ou modificar as causas da necessidade. Este esforço centra-se em acções que procuram a promoção dos excluídos e em medidas concretas que ponham fim à sua dependência.  

São precisas medidas oficiais que contribuam para um eficaz apoio ao voluntariado, com um alargamento do regime de prestação de serviços a esta forma de auxílio social. Se um profissional quiser prestar serviços em regime de voluntariado, essa prestação não é considerada do ponto de vista fiscal, como por exemplo o caso de um médico ou uma enfermeira se oferecer para tratar um conjunto de doentes ou um professor der aulas a alunos de famílias desfavorecidas, essa prestação de serviços não é considerada na actual lei portuguesa a nível fiscal e deveria ser. É urgente a existência de uma legislação que estimule uma rede de voluntariado em Portugal. Em tempos de crise social, este será um sector-chave. O Estado falha a ajuda ao nível micro, o voluntariado chega ao caso concreto. É preciso dignificar e ajudar quem ajuda!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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