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Ano 2008

Via Inter-municipal

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Já muito se falou das variantes rodoviárias às EN que cruzam o concelho. De há muito vem a aspiração a estas obras. Já se assistiu a muitos avanços e recuos, mais destes do que daqueles.

 

 

 

 

Mas afirmações recentes do Presidente da Câmara de Vila Nova de Famalicão, e informação à Assembleia Municipal do nosso Presidente, levam a crer que finalmente se vá avançar neste desiderato, pelo menos no que toca à EN 14. Apesar de pôr em dúvida a celeridade que pretendem atribuir para a obra, acredito que se possa estar a falar, seriamente, do projecto final para esta variante. Julgo é que não podemos aceitar mais adiamentos e desvios de obras para outros fins.

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Mas o que o Sr. Presidente da Câmara da Trofa se esqueceu de informar foi o que se prevê para a Via Intermunicipal Trofa-Famalicão, pois o Sr. Presidente de VN Famalicão já veio dizer que "ficaria em águas de bacalhau".

Esta via passaria pelo Hospital da Trofa com uma ponte a ligar a Lousado e posterior acesso à EN 14 na Zona do Senhor dos Perdões.

Quando foi apresentada foi dito que seria para levar avante, independentemente da questão das variantes, sendo uma obra para servir os dois concelhos e muito importante na estruturação da rede viária da cidade.

Foi aprovada nas duas Assembleias Municipais, Trofa e Famalicão.

Na Trofa teve direito a exposição técnica por parte de um Arquitecto da Câmara, com apresentação do orçamento previsto e tudo.

Era dito que os Instrumentos de Gestão do Território – PDM de ambos os concelhos (onde está o nosso?) – enquadrava o território em causa e considerava-o um elemento estruturante e, por isso, de execução prioritária.

O traçado foi desenvolvido com base nas directrizes do conceito de circulação definido no Plano Municipal de Transportes.

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O traçado proposto visava, para além da ligação viária com o concelho de VN Famalicão, a reestruturação da rede viária envolvente existente, e projectada para esta zona da cidade, causando efeitos de dissipação de tráfego e, por via disso, o descongestionamento das artérias actualmente saturadas.

Esta via tinha, ou tem, como um dos principais objectivos potenciar a utilização da Nova Estação Inter Modal da Trofa, incrementando um maior recurso aos transportes públicos.

No entanto quando Famalicão fica com o seu problema resolvido deixa cair a Via Intermunicipal e a Câmara da Trofa assobia para o lado.

Não quero pensar que da parte de VN Famalicão foi apenas para garantir a solidariedade da Trofa, nunca tendo a real vontade de a concretizar.

Deixou de ser uma obra importante ?

Não vão defender a sua execução em tempo útil ?

Ou foi, como o costume, mais um projecto mirabolante e para enganar o Zé Pagode sem uma intenção real de a concretizar ?

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Espero que o Sr. Presidente da Câmara tenha uma intervenção pública acerca deste problema.

 

Paulo Queirós

pauloqcruz@netcabo.pt

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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