A etapa mais longa da 69ª Volta a Portugal em bicicleta liga a cidade da Guarda, ao monte de Nossa Senhora da Assunção em Santo Tirso.

Após três anos de "esquecimento", a Volta a Portugal em bicicleta vai ter de novo uma chegada na Torre, na Serra da Estrela, naquela que será a etapa rainha da 69ª edição, que vai para a estrada entre 4 e 15 de Agosto.

Nos 30 quilómetros de subida de categoria especial entre Seia e o ponto mais alto de Portugal continental (5 % de inclinação) – a vertente mais difícil é a da Covilhã -, pode decidir-se a vitória na Volta, num dia em que os corredores enfrentam também uma contagem de montanha de primeira categoria no Alto de Carrazedo (9,7 km, 6,8 %).

A passagem na Torre surgirá precisamente três dias depois de um outro momento emblemático e quase se  sempre emocionante, a subida ao Alto da Senhora da Graça (8 km, 7,5 %), no final da sexta etapa, que propõe ainda a ascensão ao Monte do Viso (8,6 km, 6,7 %). O final na Torre é o factor que faz a grande diferença face às edições anteriores e poderá ter um papel decisivo, sobretudo porque surge na nona e penúltima etapa, em véspera do também importante contra-relógio de Viseu (38,8 km), onde a prova volta a ter o seu epílogo depois de 2003Com um total de 1599,7 quilómetros, repartidos por 11 dias de competição – mais um de descanso – a Volta apresenta ainda como novidades um prólogo em Portimão e um final de etapa inédito no Alto de Nossa Senhora da Assunção, em Santo Tirso.   No entanto, os corredores vão encontrar as primeiras dificuldades na terceira etapa, que liga Idanha-a-Nova a Gouveia e oferece o primeiro "cheirinho" de Serra da Estrela, com uma subida às Penhas Douradas (16,8 km, 3,9 %), montanha de primeira categoria que servirá de primeiro teste, e um final em Gouveia (5,1 km, 4,3%).

No dia seguinte, a tirada mais longa vai ligar a Guarda a Santo Tirso e culmina com a chegada no "estreante" Alto de Nossa Senhora da Assunção (6,6 km, 5,9 %) uma subida de segunda categoria cujo grau de exigência é ampliado por estar instalada no final de um percurso de 222,1 quilómetros.

Salvo alguma surpresa, os sprinters poderão brilhar em cinco etapas, Portimão-Beja (1ª), Vila Viçosa-Castelo Branco (2ª), Felgueiras-Fafe (5ª), Lixa-Gondomar (7ª) e Aveiro-São João da Madeira (8ª), num traçado em que a caravana sairá do Algarve e cruzará o Alentejo rumo à Beira Interior, antes de atravessar o país em direcção ao Minho, para "descer" depois pelo litoral e voltar à região beirã.

A corrida terá menos montanha que o ano passado, mas mais uma chegada em alto (quatro), contrapondo com dois contra-relógios individuais, incluindo o prólogo (6,8 km), que vai estabelecer uma primeira hierarquia e obrigar alguns favoritos a mostrar-se de início.