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Ano 2011

Viva Alvarelhos

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 Uma decisão que decreta a morte anunciada de Alvarelhos é uma decisão leviana e precipitada que poderá conduzir a posterior inusitado arrependimento dos alvarelhenses.

O poder autárquico em Alvarelhos apoia a dita reforma administrativa. Desta nada sabe em concreto porque o livro “negro” apenas traça meros objetivos e pretensões de forma genérica, tirando a parte em que divide o território nacional a régua, esquadro e compasso. O poder em Alvarelhos, composto por PSD e PS aceita e concorda com a “morte” de Alvarelhos, com o fim da sua existência enquanto realidade política, administrativa, histórica, social e cultural. Alguns autarcas e outros cidadãos alvarelhenses partem da ideia de que Alvarelhos continua, com ou sem o nome, e passa a integrar as freguesias vizinhas, Muro e Guidões. Dizer-se isto é enganar o povo, é propalar falsidades. Não estamos perante a criação de um concelho. Não. Nem Alvarelhos vai ser centro de alguma coisa. A imposição troikiana é de se extinguirem as freguesias pela criação de uma nova. E não se fie o poder local alvarelhense que será o centro dessa nova freguesia pelo facto de se encontrar no centro geográfico. Existem razões que podem levar a opções contrárias, como a maior proximidade aos centros de decisão, melhores acessibilidades, criação de novos centros, etc…Ao aceitar a reforma administrativa imposta pelas Troikas o poder em Alvarelhos está a ditar o final da freguesia, o fim da sua identidade e do seu património, pois o que constitui o património senão a sua área política e administrativa, a sua população, o seu nome. Ao aceitar a extinção de Alvarelhos, o poder autárquico risca-a do mapa por vontade própria. Os alvarelhenses estarão de acordo?

E aqui partimos para uma segunda ideia. O que se pretendeu da mencionada assembleia foi uma pretensa resposta positiva à interrogação anteriormente levantada. Nessa assembleia estariam 50, 60 pessoas. Alvarelhos tem 2 678 cidadãos inscritos no seu recenseamento. A amostra foi muito fraca. Para além da encenação ter assentado num pressuposto absolutamente errado, acima identificado, aquela assembleia não foi representativa do pensamento dos alvarelhenses. Por exemplo, em Guidões, essa dúvida não existe. No abaixo-assinado que corre toda a freguesia, sabe-se que o número de assinaturas já caminha e aproxima-se do milhar, sendo que Guidões conta com 1 555 eleitores, tendo sido quase ínfimo o número de pessoas que se mostraram indiferentes ou recusaram assinar. Contam-se pelos dedos de uma só mão. Em Alvarelhos subsiste a dúvida. E é em casos como o de Alvarelhos que se justifica um debate muito mais alargado, mas com verdade e sem subterfúgios. Quem sabe se não é em casos como estes que se justificaria um referendo local.

Por fim, uma última ideia, que os representantes do poder local em Alvarelhos nem sequer equacionaram. Que vantagens advêm para os alvarelhenses concretizando-se a pretendida reforma administrativa? Pois é, aí também nada disseram. Apenas afirmações vagas. A divisão administrativa já é muita antiga e é necessária uma divisão nova. Afirmar-se isto só assim, como fizeram, é fútil. Só se deve proceder a reformas para fazer crescer a qualidade de vida das pessoas. Caso contrário dispensa-se. Ora, Alvarelhos, com o poder local democrático tal como existe, desenvolveu-se e tem respondido positivamente aos anseios e necessidades do seu povo. Conseguirão os habitantes da nova freguesia que substituirá Alvarelhos manter este nível se proceder a reforma administrativa da Troika? Provavelmente não. Pela redução dos meios, dos recursos e pelas dimensões da nova freguesia a ser criada, o povo ficará pior servido e consequentemente, mais pobre.

A reforma administrativa pretendida pelas Troikas não passará, porque o povo não deixará que isso aconteça. A espantosa manifestação do “Movimento Freguesias Sempre” do passado dia 20 de novembro no Porto, o movimento contra a extinção de freguesias que cresce e se alarga de norte a sul, de leste a oeste em todo o país, a monumental vaia que transfigurou o rosto do ministro Miguel Relvas no congresso da ANAFRE, são expressões claras de resistência do nosso povo e dos autarcas à imposição, e são a garantia da exigência do cumprimento da democracia.

Alvarelhos é uma terra antiquíssima. Como disse um amigo meu em determinado momento, Alvarelhos já existia há centenas de anos, quando muitos dos países que compõem a Troika foram criados. Da duplamente milenar “ Avobriga ? ” dos povos Galaicos, melhorada por romanos, habitada por suevos e godos, vistoriada por mouros, até à cristianizada e igualmente milenar terra de Alvarelhos de D. Dinis aos nossos dias, existe uma colossal crónica por descobrir, mas também uma história grande a preservar, que exige honra, dignidade e respeito.

Viva Alvarelhos.

Guidões, 15 de Dezembro de 2011

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Atanagildo Lobo

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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