Pode ser repetitivo para quem lê, mas podem ter a certeza que não o é para quem vive a experiência… A experiência de ser novamente pai.

Pode parecer lamechas, mas não consigo evitar a partilha de um sentimento impar, mesmo sendo o quarto filho.

Para quem tem mais de um filho, sabe bem que tudo é diferente de gravidez para gravidez, de nascimento para nascimento e de ser para ser. Das poucas coisas idênticas é a intensidade do sentimento de alegria, da vivência do conceito de família, da partilha, da existência de um turbilhão de emoções, das cumplicidades e, no nosso caso, de mais uma gravidez de risco, mais uma luta diária para que tudo chegasse a bom porto.

Enfim, nasceu a Maria do Rosário, uma lutadora como sua mãe, que aguentou os últimos meses no ventre de sua mãe entre casa, hospital, a enorme solidariedade dos avós, tio e primos (Diogo e Carolina), e a infinita paciência da Dra. Manuela Miranda e a Enf. Adelaide. A par dos seus irmãos (Manuel, Francisca e Miguel) já são lutadores antes de nascer, tal qual sua mãe, e trofenses de gema, para o bem e para o mal.

Os momentos difíceis que todos atravessamos e da óbvia dificuldade de educar quatro filhos são ultrapassados pelo sonho de um dia ter uma família unida, solidária e capaz de resistir a tempestades naturais ou provocadas, ensinamentos que tive a felicidade de me transmitirem.

Sim, é nos tempos difíceis que todos atravessamos que é importante a solidariedade da família, dos amigos, dos colegas de trabalho ou dos vizinhos. Nesta altura, a partilha e a tolerância assumem papel primordial para poder ultrapassar os momentos complicados que muitos teimam em não entender, sejam banqueiros ou políticos em exercício.

Por isso, junto-me a todos aqueles que se manifestaram no último sábado, apelando aos candidatos a autarcas nas próximas eleições de Outubro que pensem em politicas sociais de emergência. Pensem nas pessoas e ponham a sua “pequena” vaidade de lado, que não os engrandece, nem a terra merece!