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Ano 2008

VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS

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Restaurar o respeito

O recente e triste episódio passado na Escola Carolina Micaelis, no Porto, teria passado despercebido, e seria apenas mais um caso, não fora a sua divulgação pela internet, por ter sido filmado por um aluno da mesma turma, ele próprio também com o telemóvel pronto a ser usado.

   O tema da violência nas escolas já tem sido noticiado com alguma frequência e têm acontecido situações porventura mais graves do que aquela que assistimos.

Todos estaremos de acordo que a violência nas escolas é um drama da actualidade, e não só em Portugal, e é, por isso, urgente recuperar o respeito que é devido aos professores e salvaguardar a integridade física de muitos deles.

Não há dúvidas que o nosso ensino atravessa uma grave crise. Crise de qualidade, crise de autoridade, crise de auto-estima, crise de indisciplina, etc. etc. etc.

Os alunos tiram cursos superiores e cometem erros clamorosos a vários níveis, a começar pela língua portuguesa: não sabem escrever, não conhecem as regras gramaticais, de acentuação e é comum ouvirem-se erros que, em tempos não muitos distantes, arrepiava os ouvidos de quem escutava. Hoje já temos os ouvidos tão arranhados por esses erros que já não estranhamos, lamentavelmente.

É, portanto, urgente, muito urgente, fazer alguma coisa para que as coisas mudem.

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Restaurar a qualidade do ensino e restaurar também a consideração que é devida aos profissionais do ensino é uma tarefa absolutamente prioritária.

Não interessa agora procurar culpados porque culpados somos todos nós: os pais, porque não demos a correcta educação aos nossos filhos; muitos professores, porque alinharam no porreirismo das boas notas a alunos impreparados; alguns outros professores porque, não tendo vocação para o ensino, não tinha capacidade de transmissão de conhecimentos aos alunos; os governos, porque trataram de ultrapassar o problema do insucesso escolar nivelando por baixo, etc. etc. etc.

Chegados a esta situação, de que somos todos culpados, e não há que procurar bodes expiatórios, há que tomar medidas urgentes, sem que essas medidas possam significar o regresso a um passado de autoritarismo e de prepotência.

Há que procurar soluções adequadas à sociedade moderna em que o respeito e a disciplina são compatíveis com o regime democrático, sendo certo que a libertinagem, a falta de educação e a indisciplina são os maiores aliados dos defensores de medidas exclusivamente repressivas.

Numa época em que os poderes públicos estão propensos a instalar uma autêntica ditadura dos costumes, seria fácil, demagogicamente, impor medidas repressivas, a este e a outros níveis, a pretexto de que é melhor para todos. E não nos faltam exemplos por essa Europa fora, Portugal incluído.

O ensino está a ser vítima da sua própria democratização e talvez seja chegado o momento de colocar um pouco de equilíbrio no sector.

Um bom ensino é compatível com um bom ambiente nas escolas, onde os professores gostem de ensinar e os alunos cumpram a sua principal função que é aprender e desenvolver um conjunto de capacidades, físicas e intelectuais, que os prepare para enfrentar o mercado de trabalho que é cada vez mais exigente, seguindo uma trajectória oposta a muitos cursos.

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Em tempos ainda não suficientemente longínquos, mas desconhecidos dos actuais alunos, era fácil ter uma escola organizada e o ensino podia ser de boa qualidade. Era fácil porque só alguns tinham a possibilidade de continuar na escola depois de concluído o primeiro ciclo.

Com a democratização do ensino, todos puderam ter acesso à escola e o nível médio cultural da população portuguesa subiu consideravelmente, ainda que possa haver uma perda que qualidade, tal foi a explosão escolar em tão poucos anos.

Sendo certo que não haverá soluções milagrosas, só com o esforço de todos será possível, à explosão quantitativa, fazer corresponder uma elevação qualitativa para que continue a subir o nível médio de formação da população portuguesa, mas sem uma descida da qualidade do ensino.

Afonso Paixão

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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