Dividido em duas fases o projecto do clube para os mais jovens pretende, nos dois primeiros anos, melhorar as infra-estruturas para nos dois últimos anos apostar no desenvolvimento das capacidades dos atletas para lutarem pelos primeiros lugares dos seus campeonatos, de forma a chegar aos nacionais.

   Trezentas e vinte crianças vêm no Clube Desportivo Trofense como uma possível rampa de lançamento para o mundo do futebol. Muitos não seguirão a carreira como futebolistas, mas alguns podem conseguir singrar no desporto rei.

O projecto trofense, no que concerne à formação, visa "formar atletas com capacidade para ingressarem no plantel principal do clube". Quem o diz é Jorge Maia, coordenador técnico do departamento de formação do emblema da Trofa, que abraçou um projecto que apenas prevê colher frutos a médio e longo prazo. "Neste momento sabemos que não é possível ter um número considerável dos nossos atletas na equipa profissional, mas penso que isso será uma realidade daqui a alguns anos".

Dividido em duas fases o projecto do clube para os mais jovens pretende, nos dois primeiros anos, melhorar as infra-estruturas para nos dois últimos anos apostar no desenvolvimento das capacidades dos atletas para lutarem pelos primeiros lugares dos seus campeonatos, de forma a chegar aos nacionais. "É aí que o nível competitivo é mais exigente e muito mais próximo do que é a realidade de um jogador profissional de futebol", esclareceu o responsável.

Esta época os vários escalões têm feito bons campeonatos, segundo contou: "o escalão de juniores está em terceiro lugar, a um ponto da vice-liderança, os juvenis também estão em terceiro e tudo indica que vão terminar a temporada nesse lugar. A equipa de infantis 11 está em primeiro lugar na sua série e já tem garantida a passagem à fase final e nas escolinhas temos quatro equipas mais competitivas, na série A estamos em segundo lugar e depois variamos entre o quarto e o sexto nas restantes séries".

A única equipa que teve uma temporada menos feliz foi a de iniciados A, que lutou até á última jornada para se manter no campeonato nacional, mas acabou por descer de divisão.

A melhoria das condições do complexo desportivo de Paradela, nomeadamente a colocação do piso sintético, veio contribuir a larga escala para a satisfação dos atletas mais novos. "Estas instalações são tudo o que ansiávamos. Já há seis anos que se falava nas obras e os jovens ficaram muito satisfeitos com o resultado. Tiveram que se adaptar ao terreno e gostam muito de jogar neste terreno. Têm a noção que com ele podem melhorar a sua prestação".

Outros dos aspectos que o coordenador referiu como importantes para melhorar a exibição dos atletas foi a presença de pessoas nos jogos e, por isso, apelou para a deslocação de "todos os que gostam dos jovens, para tornar este complexo mais quente com entusiasmo e emoção, porque isso também estimula os atletas".