Foram divulgados pelo INE (Instituto Nacional de Estatística), dados sobre a actividade económica de Portugal, que fizeram espantar os Portugueses mais atentos e que fizeram elevar o grau de preocupação, em relação ao futuro que os socialistas estão a reservar.

   De acordo com dados divulgados pelo INE, a taxa de juro no crédito à habitação subiu, mais uma vez, em Fevereiro, dificultando ainda mais a aquisição de habitação e acentuando ainda mais a grave crise que abala o sector da construção, que deveria ser um dos motores da nossa economia.

O constante e brutal aumento dos preços dos combustíveis, tem demonstrado a completa falta de respeito que o Governo Socialista nutre pelos cidadãos, pois este aumento, traça um rumo na degradação das condições de vida dos portugueses e das empresas.

Os vários aumentos verificados no pão, no leite, na saúde, na educação, na água, na electricidade, no gás, nos combustíveis e nos transportes públicos, contrastando com os míseros aumentos nos salários e nas pensões, mostra à evidência, a politica que o Governo tem imposto, pois não pode ser esquecido o facto de estes aumentos dependerem directamente das opções e das medidas do Governo.

Os dados revelados recentemente pelo INE, também apontam para uma desaceleração da actividade económica nos meses de Janeiro e Fevereiro, após o crescimento de dois por cento de PIB (Produto Interno Bruto) registado no final do ano transacto.

Ainda de acordo com o INE, em Fevereiro o indicador de sentimento económico da Zona Euro, apontava para uma taxa de 101,7 por cento, o que significa uma diminuição de 8,6 pontos percentuais nos últimos seis meses.

Em Fevereiro, o indicador de confiança dos consumidores registava menos 42,5 pontos percentuais, representando um decréscimo de 7,9 por cento face ao verificado em meados do ano passado.

Também segundo o referido Instituto, o indicador de investimento registou uma "desaceleração significativa, em consequência do comportamento negativo de todas as suas componentes".

Em relação às importações verificou-se uma "ligeira aceleração" (0,5 por cento) e uma desaceleração das exportações (menos 1,2 por cento).

A realidade, é que existiu uma desaceleração da actividade económica e do índice de investimento e houve também uma aceleração das importações e uma desaceleração das exportações, o que coloca a balança comercial numa situação extraordinariamente difícil.

Estes indicadores, mostram claramente, que a situação económica do País é muito grave, ao contrário do que os ministros e dirigentes socialistas têm apregoado ao longo da sua governação, que já vai em três anos de desgoverno.

Poderão os socialistas, com a conivência de alguma comunicação social alinhada, esconder esta triste realidade, mas perante este cenário realista que os dados do INE revelam, os agentes económicos deveriam exigir ao Governo de José Sócrates, que "fale a verdade" sobre a situação económica e diga o que está a fazer para preparar a crise que aí vem, mesmo que o Governo e os socialistas a tentem negar e esconder.

José Maria Moreira da Silva

moreira.da.silva@sapo.pt