Apesar das dificuldades para acolher número elevado de alunos, o Agrupamento Vertical das Escolas da Vila do Coronado e Covelas desenvolve projectos para diminuir o abandono e insucesso escolar, como a “Casa de Aprender”.


magalhaes.jpgCom cerca de 1400 alunos a frequentar as escolas da Vila do Coronado e Covelas, as instalações começam a ficar pequenas para albergar um número tão expressivo de crianças. Este é, aliás, o “maior problema” que o Conselho Executivo do Agrupamento Vertical das Escolas de Coronado e Covelas tem actualmente. Em entrevista ao NT, o presidente do Conselho Executivo, José Magalhães, afirmou que “no 1º ciclo o funcionamento em regime normal exige mais salas na EB1 de Portela e na EB2,3 a capacidade da escola está largamente ultrapassada, pelo que também tem que funcionar numa espécie de dois turnos”.

Para além das limitações físicas o responsável sublinha a necessidade de “dotar os estabelecimentos do agrupamento de equipamentos capazes de utilizar as tecnologias da informação e comunicação nas áreas pedagógica, de gestão, administrativa, vigilância e segurança”.

Apesar destes entraves, a abertura do ano escolar decorreu na passada quarta-feira, como estipulou o calendário escolar.

A receber os alunos desde 1994, a EB 2,3 de S. Romão do Coronado sofreu algumas obras “por força da introdução das Tecnologias da Informação e Comunicação e da aposta da escola em criar um Centro de Recursos Educativos, designado como ‘Casa de Aprender’, inovador no aspecto de ser atractivo”.

No exterior o estabelecimento foi apetrechado com um campo de mini-golfe, campo de ténis e ainda com o pavilhão gimnodesportivo, o último construído através de uma parceria entre a Direcção Regional de Educação do Norte e a Câmara Municipal da Trofa.

Ao nível da oferta educativa, há uma “forte aposta nos cursos de Educação e Formação como mais uma componente da estratégia de combate ao insucesso e abandono escolares”, referiu José Magalhães.

“Nos jardins-de-infância e nas escolas do 1º ciclo do ensino básico, a Câmara Municipal da Trofa tem procedido à sua requalificação e tem já agendadas mais intervenções de fundo em escolas do Agrupamento”, acrescentou.

As novas tecnologias não ficaram de fora da EB 2,3 de S. Romão do Coronado, que se tem candidatado aos concursos de programas que se destinam ao apetrechamento na área das tecnologias da informação e comunicação. Às candidaturas acresce o apoio da Câmara Municipal, que “investiu ao nível do 1º ciclo, na área da informática, de acordo com as suas possibilidades”.

A política adoptada pelo Ministério da Educação, que “centra agora mais na disponibilidade para apoiar financeiramente projectos apresentados pelo Agrupamento, em razão da sua pertinência, importância e capacidade de execução” é aprovada pelo presidente, que sublinha que assim “os apoios financeiros são atribuídos em função de candidaturas e não atribuídos indiscriminadamente”.

No agrupamento entre funcionários administrativos e auxiliares de acção educativa trabalham 46 pessoas com vínculo ao Ministério da Educação ou à Câmara Municipal da Trofa. A este número juntam-se 15 pessoas que, estando desempregadas e ao abrigo dos programas de ocupação do Instituto de Emprego e Formaçao Profissional, prestam serviço nas escolas do Agrupamento, o que totaliza 61 pessoas na área do pessoal não docente. O conjunto das escolas conta também, no total, com 110 professores.

O Agrupamento é constituído pela Escola Básica dos 2º e 3º ciclos de S. Romão do Coronado, que é a sua sede, e pelos estabelecimentos de educação e ensino EB1/JI de Casal, EB1 de Feira Nova, EB1/JI de Fonteleite, EB1/JI de Portela, EB1/JI de Querelêdo, EB1/JI de Vila e JI de Feira Nova.

Cátia Veloso