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Ano 2008

Monte de S. Gens recebeu centenas de peregrinos

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O monte de S. Gens foi palco das festividades em honra de Nossa Senhora da Alegria e de S. Gens, que se realizaram este fim-de-semana. Muitos foram os peregrinos que se deslocaram para assistir às missas em Honra da santa e ao Festival de Folclore. Do programa faz ainda parte o dia 22 de Setembro, Dia das Gentes do Mar, onde são esperados centenas de romeiros.

A decorrer “num dos melhores locais do concelho da Trofa”, as festas em honra de Nossa Senhora da Alegria e de S. Gens de Cidai, voltaram ao ponto mais alto da freguesia de Santiago de Bougado, na Trofa, o monte de S. Gens. À semelhança do ano passado, as festas contaram com a presença de muitos devotos, que quiseram assistir às missas e cumprir as suas promessas, bem como para marcar presença no Festival de Folclore – Bougado 2008.

O primeiro fim-de-semana de Setembro é dedicado aos dois santos que atraem milhares de peregrinos ao monte.

No primeiro dia de comemorações, dedicado a Nossa Senhora da Alegria, 6 de Setembro, o ponto mais alto começa à hora da missa, com a oração das mães e a consagração das crianças, principalmente os menores de 3 anos, com alocução própria.

O dia dedicado a S.Gens é o domingo, 7 de Setembro. As celebrações começaram com uma missa, pelas 9 horas, à qual se seguiu a tradicional peregrinação do Facho até ao santuário, com a participação da paróquia e dos devotos que gostam de cumprir as suas promessas. A manhã terminou com uma missa solene em louvor a S. Gens.

À tarde, muitos são os que acorrem ao monte para o Festival de Folclore – Bougado 2008, organizado pelo Grupo de Danças e Cantares de Santiago de Bougado.

Ao palco subiram Grupo de Danças e Cantares de Santiago de Bougado, o Grupo Folclórico e Etnográfico de Arzila (Coimbra), o Grupo Folclórico Casa do Povo de Santa Cruz do Bispo (Matosinhos),  o Grupo Folclórico de Terras da Feira (Santa Maria da Feira) e o Grupo Folclórico Recreativo de Tabuadelo (Guimarães).

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Ao NT, um dos membros da Comissão de S.Gens, Manuel Ramalho confessou que as festas ficavam a “custo zero” e assim conseguem reunir mais fundos para as obras a fazer no monte. Para trás ficaram as festas em que os custos eram muito avultados e que exigiam muito das comissões. Desde 1951 o monte de S. Gens habituou-se a receber a grande procissão de S. Gens, com grandes Bandas de Música espanholas, ou da Guarda Nacional Republicana, agora “os tempos são outros”.

“Como as festas aqui na Trofa são muito juntas, exigem muito, e hoje ninguém dá dinheiro, é mais difícil. Por isso, aproveitamos as esmolas que as pessoas deixam, para fazer as obras aqui no monte, e temos sempre muita gente devota que deixa bastantes ajudas, principalmente as gentes do mar: das Caxinas, Aguçadoura, Póvoa de Varzim e Vila do Conde. E os ranchos, que fazem parte da nossa cultura, compõem um bonito programa, em conjunto com as celebrações”, afirmou Manuel Ramalho.

O balanço deste ano é “positivo” e mais uma vez a comissão contou com centenas de pessoas que assistiram no monte ao Festival de Folclore e também às comemorações religiosas.

“Eu quero que isto cresça e convido as pessoas a vir cá visitar o monte de S. Gens, porque isto é lindo, temos um miradouro muito bonito para se ver a paisagem, temos ar puro e óptimos lugares para fazer piqueniques e para conviver. É um dos lugares mais bonitos do concelho da Trofa”, afirmou Ramalho, acrescentando que “o monte está diferente”. Durante o ano foram feitas obras no escadório, na capela, foi colocada a iluminação.

Ainda Integrada nas festas em honra a Nossa Senhora da Alegria, no dia 17, o monte de S. Gens, em Cidai, recebe as Gentes do Mar, com uma missa pelas 9 horas e 10.15 horas.

Isabel Moreira Pereira
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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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