Parque hurbano da RabadaSanto Tirso vai receber quatro novas esculturas contemporâneas, integradas no VIII Simpósio Internacional de Escultura, que procura fazer da cidade um museu ao ar livre, procurando chegar a 60 obras.

     Esculturas de Wang Keping (China), Jean Paul Albinet (França), Michel Rovelas (Caríbas Francesas) e de Ângela Ferreira (Portugal) são as vedetas desta edição do Simpósio.

    Organizado pela Câmara Municipal de Santo Tirso, comissariado peol trofense Alberto Carneiro e Gérard Xuriguera, o Simpósio já transformou a cidade num “museu ao ar livre com 43 esculturas espalhadas pelos parques e jardins”, disse à Lusa um dos comissários do evento.

    Com oito simpósios organizados, o Museu Internacional de Escultura Contemporânea mostra as obras realizadas ao longo dos últimos anos pelos escultores convidados.

    “Santo Tirso tem nos espaços públicos um conjunto valiosíssimo de esculturas de autores nacionais e internacionais”, disse à Lusa Alberto Carneiro, o mentor do projecto.

    Implantado no perímetro urbano da cidade, o museu está disposto em cinco núcleos principais, coincidentes com os cinco maiores parques de Santo Tirso.

    “Com os diversos simpósios que levaram novas esculturas aos espaços públicos, o museu tem conquistado visitantes portugueses e estrangeiros que querem ver alguma da melhor arte pública portuguesa”, referiu o escultor Alberto Carneiro.

   Alberto Carneiro “Pelo menos, durante mais dois anos, o simpósio vai realizar-se para dotar o museu com cerca de 60 obras de arte”, salientou Álvaro Moreira, director do Departamento da Cultura de Cultura na câmara de Santo Tirso.

    Os escultores que participam no evento, que será inaugurado sábado, às 10:30, no Parque Urbano da Rabada, são convidados pelos comissários.

    “É um privilégio e um reconhecimento público para os escultores portugueses e estrangeiros serem convidados a participar no Simpósio de Escultura de Santo Tirso”, frisou Alberto Carneiro, responsável pela selecção dos escultores portugueses.

    A autarquia local paga as deslocações, a estadia e os materiais. Em troca, os escultores cedem os direitos de autor à promotora do simpósio.

    As condições impostas aos escultores são, segundo Alberto Carneiro, “as mínimas”. “As obras têm que respeitar regras básicas como o tamanho e o peso e, por questões económicas, não podem ser usados materiais caros como por exemplo o mármore ou o bronze”, frisou.