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Edição 710

Video▶ Distribuidora 21 vai ligar Rotunda do Bombeiro ao Hospital

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Foi aprovada, em reunião de Câmara, a Planta Parcelar da nova via que vai nascer entre o Hospital da Trofa e a Rotunda do Bombeiro, no centro da cidade da Trofa.

Conhecida como “Distribuidora 21”, a nova estrada vai nascer junto ao posto de abastecimento Repsol e Pneus D. Pedro V e seguirá paralela à rua Alberto Pimentel – por onde se acede ao salão polivalente dos Bombeiros Voluntários da Trofa -, até confluir com as ruas Padre Alberto Pinheiro Machado e António Sá Couto de Araújo (onde se situa o Hospital da Trofa), numa nova rotunda que será construída. Pelo meio do trajeto nascerá um cruzamento com a rua Eng.º António Dias da Costa Serra.

Para a autarquia, trata-se de um projeto que criará um “novo eixo multimodal estruturante e vital para a melhoria do desempenho do sistema de mobilidade urbana da cidade da Trofa”, porque, além de resolver “problemas de congestionamento rodoviário existentes no núcleo central da cidade”, concretiza o “objetivo estratégico” de “potenciar a adoção de padrões de mobilidade mais sustentáveis”, com a construção de uma via ciclável e pedonal.

Desta forma, além de ligar pontos fulcrais de fluxo rodoviário, a Distribuidora 21 vai também servir de extensão ao Parque das Azenhas e possibilitar um novo acesso à Alameda da Estação.

A ciclovia será construída do lado esquerdo, no sentido rotunda dos Bombeiros-Hospital da Trofa, enquanto o passeio surgirá do lado oposto.

O projeto está orçado em cerca de 1,27 milhões de euros, sendo que obterá um financiamento comunitário de 233 mil euros, representando 85 por cento do montante elegível e que se refere à construção das infraestruturas de mobilidade suave.

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Homenagem a 30 anos a fazer rir os outros

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“Hoje foi uma festa de Natal diferente das outras”. Bem ao seu estilo, Miguel 7 Estacas não escondia a felicidade pela homenagem feita na terra que o viu nascer. A distinção teve o cunho do Rotary Club da Trofa, que quis relevar os 30 anos de carreira do comediante natural de Santiago de Bougado.

Além da família do trofense e dos membros rotários, a cerimónia, realizada em mais uma reunião do clube no restaurante Julinha, em Bairros, contou, entre os mais de cem convidados, com a presença de vários humoristas de referência nacional, como Fernando Rocha, Óscar Branco, Hugo Sousa, João Seabra, Joel Ricardo Santos, Rui Xará e Jaimão, que têm acompanhado de perto o trabalho feito por Miguel 7 Estacas.

“Recebi aqui a família em peso, além da tradicional. Foi uma homenagem que me deixou muito honrado e é tão bom quando temos pessoas da nossa terra a prestar este tipo de homenagens. Não estava à espera, foi uma agradável surpresa, só posso estar muito agradecido por quem tomou a iniciativa e para todos os outros que colaboraram para que acontecesse”, referiu o comediante trofense em declarações ao NT.

O presidente do Rotary Club da Trofa, Luís Filipe Moreira, explicou o sentido da homenagem: “Exaltar o mérito, esforço e dedicação profissional, realçando os serviços prestados à comunidade”. Ressalvando a “opção” do comediante em manter as raízes, continuando a viver em Cidai, o dirigente rotário referiu que Miguel 7 Estacas é “inspiração para todos” pela “dedicação esforço e empenho”, tendo recuperado “em tempo recorde” de um acidente grave que sofreu, em 2015, e estar a alimentar “uma vida profissional ativa, com os palcos a serem novamente a sua segunda casa”.

“Juntos, celebramos todo o serviço que prestaste à cultura e comédia portuguesas. Miguel, efetivamente, pegaste de estaca na comédia portuguesa. Tenho a certeza que continuarás a mudar a vida de tantos trofenses, dando-lhes a oportunidade de sorrirem”, disse, ao humorista, Luís Filipe Moreira, durante a cerimónia.

Miguel Costa, que adotou ao nome próprio juntou “7 Estacas” para se apresentar profissionalmente, começou a carreira de comediante em 1989, num bar localizado na Trofa, de nome “Geometria-bar”.

Adaptando anedotas ao seu estilo e inspirando-se em Óscar Branco, o humorista de Cidai foi conquistando palcos até chegar a um dos mais desejados do início do século, o do programa televisivo “Levanta-te e Ri”, que catapultou muitas carreiras, como a de Fernando Rocha. Neste formato, Miguel 7 Estacas fez parte de mais de 30 sessões.

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Senhor Limpinho, Mágico Urini; Bombeiro Meireles; Nando pescador; Agente fermino; Nélson “O Guna do Aleixo”, Nelinho e Zé Vitor são algumas das personagens que ajudam a sustentar o sucesso de Miguel 7 Estacas na comédia, que, depois do acidente, voltou ao auge com o espetáculo “Fugir à Retina”. Além de participar em vários espetáculos, está em tour com o espetáculo “7ESTACAS.zip”.

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438 mil euros para melhorar condições de visita ao Castro de Alvarelhos

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Foi aprovada à “quarta tentativa” e pretende dar uma nova vida a um dos maiores povoados do Noroeste Peninsular e, desde 1910, Monumento Nacional. A operação “Promoção, Valorização e Beneficiação do Castro de Alvarelhos” foi aprovada no âmbito de uma candidatura submetida pela Câmara Municipal da Trofa ao Norte 2020, com um investimento elegível de quase 438 mil euros, que será comparticipado em 85 por cento.

Dividida em três ações, a candidatura prevê, inicialmente, o melhoramento das condições e dos percursos de visitação ao Castro, no qual se inclui “a aquisição de um terreno”, assim como da qualidade dos acessos, e a continuidade de acompanhamento arqueológico e de investigação, assim como de conservação dos materiais do acervo.

Na candidatura está prevista a aquisição de um equipamento de monitorização, para contagem dos visitantes do Castro de Alvarelhos. Com esta intervenção, a autarquia prevê um “acréscimo de dois mil visitantes”, em 2022 e 2023, num total de 5500.

Acesso ao Castro de Alvarelhos

No projeto, foram identificados como “novos públicos” a comunidade escolar, científica e associativa, famílias, turistas (nacionais e internacionais), visitantes com mobilidade reduzida e com deficiências visuais ou auditiva. Para estes últimos, haverá informação gráfica em braille e um documentário bilingue traduzido para língua gestual. Está ainda prevista a realização de uma exposição itinerante, com divulgação a escola nacional.

O Castro de Alvarelhos é um dos maiores povoados do Noroeste Peninsular. Ocupado desde épocas muito remotas, provavelmente desde a Idade do Ferro, este monumento tem passado despercebido para a maior parte da população do concelho da Trofa, mantendo-se esquecido entre a Quinta dos Aidos e a Quinta do Paiço.

O Castro encontra-se protegido por uma Zona Especial de Protecção com cerca de 130 hectares que ultrapassa os limites do concelho da Trofa e se estende pela freguesia de Guilhabreu (Vila do Conde) e ainda uma pequena parcela pela freguesia de S. Pedro de Avioso (Maia).

A estação arqueológica, com exceção do projeto de investigação de que foi alvo na década de 90 do século vinte, nunca tinha sido objeto de uma intervenção sistemática, contando apenas com uma intervenção pontual efetuada por José Fortes, em 1899, e uma outra realizada por Serpa Pinto, em setembro de 1926. A intervenção arqueológica, ao nível da escavação, decorreu entre 1991 e 1998, tendo sido realizadas 11 campanhas, das quais resultou uma área intervencionada de 1980 metros quadrados. O resultado destas investigações permitiu definir a periodização das diferentes fases de ocupação da estação. Os achados podem ser encontrados no Museu Abade Pedrosa, na cidade de Santo Tirso, bem como na Casa da Cultura da Trofa.
Um forno de pão, a linha de canalização dos esgotos, as divisões das casas e as ruas foram colocados a descoberto e com alguma imaginação consegue-se visualizar o modo de vidas dessas populações.

A localização do povoado junto de uma importante via romana e o valor dos objetos ali encontrados indiciam a relevância do local, que teve ocupação humana até à Idade Média, como provam as ruínas de uma capela medieval, que se julga ter sido a primeira igreja de Alvarelhos. É também visível uma sepultura da época medieval, altura em que os corpos eram colocados “em local sagrado”.

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Nas ruínas pode ainda ver-se o que se julga ser um espaço público nobre da localidade na época romana, delimitado por restos de colunas.

Em abril de 2012, foi inaugurado o percurso interpretativo do Castro de Alvarelhos. Nessa cerimónia, o arqueológo Francisco Queiroga, responsável pelo conteúdo das placas que documentam a ocupação deste local, referiu que se trata de um povoado que foi “construído na Idade do Ferro e que cobre pelo menos a última parte do primeiro milénio antes de Cristo e que ganhou vida quando se iniciou o processo de romanização e se ultimou a conquista da Península”. A partir daí, “assumiu padrões de romanização que não são muito comuns nos castros da região, o que o torna único e interessante”. “Este local é enorme, não se sabe onde começa nem onde acaba” , atestou.

Na ocasião, o arqueólogo alertou que, mais do que continuar a escavar, é importante a sua “proteção”.

Um ano depois, a 18 de abril, Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, a autarquia da Trofa e a Universidade do Porto assinaram um protocolo de colaboração para a investigação do Castro.

Desde então, assistiu-se a um desmazelo no local, com o crescimento de silvas e falta de conservação.

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