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Edição 452

Vicentinos de Bougado juntam à mesa 600 pessoas

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Conferência S. Vicente de Paulo de Santiago de Bougado promoveu um almoço, que reuniu 600 pessoas. Entre elas estavam “cem famílias” carenciadas.

À mesa estavam famílias necessitadas e outras confortáveis do ponto de vista financeiro. No entanto, não estavam diferenciadas. Todas juntas, todas iguais. Foi esse o objetivo da Conferência S. Vicente de Paulo de Santiago de Bougado, que reuniu 600 pessoas num almoço que aconteceu na cave do edifício sede da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Trofa, no domingo, 15 de dezembro.

Entre os participantes, “cem famílias” são carenciadas e, por isso, não pagaram o almoço, mas espalhavam-se por entre as outras, saboreando o cozido e a sobremesa composta por bolo-rei, pão de ló e fruta. “Foi um desafio, porque queríamos fazer o almoço sozinhos. Sabíamos que a parte logística ia ser complicada, mas as mesas estão muito bonitas e correu tudo bem”, frisou Júlio Paiva, presidente da Conferência.

O responsável adiantou que teve de “recusar pedidos para o almoço”, uma vez que o espaço “estava lotado” e que a atividade também era uma forma de “agradecer às empresas, Junta de Freguesia e Câmara, que apoiam a conferência ao longo do ano”. “Também tenho de agradecer à Associação Humanitária, na pessoa do presidente Pedro Ortiga, que nos cedeu o espaço”, acrescentou.

Outro dos intuitos do almoço era “sensibilizar o concelho para a necessidade da solidariedade”. “Por vezes, quando estamos bem, pensamos que a outra pessoa se irá safar de alguma forma, mas não é assim. Há muita gente a passar mal. Há dias tive conhecimento de casos muito complicados, em que o valor da prestação da casa é superior ao ordenado. No entanto, no passado, quando contraíram o empréstimo, os dois cônjuges trabalhavam e recebiam ordenados mais elevados, suficientes para a prestação. Não conseguimos dar resposta a esses casos, apenas podemos ajudar com cabazes ou com o pagamento de parte das prestações, mas eles têm que as pagar durante mais 30 a 40 anos”, relatou.

Júlio Paiva considera que este almoço “é a única iniciativa no concelho que junta pessoas que necessitam e que não necessitam”. “Aqui somos todos iguais, é este o verdadeiro espírito de Natal. Não é preciso ir para longe, basta a comunidade querer apoiar as instituições que, efetivamente, trabalham no terreno, como é o nosso caso”, concluiu.

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Edição 452

Jovem de S. Romão lança livro com “testemunhos e reflexões pessoais”

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Com 19 anos, Emanuel António Dias decidiu escrever “reflexões pessoais para dar a ver ao Mundo que, às vezes, nem sempre tudo tem que ter uma razão, que nem sempre tudo tem que fazer sentido e, ao mesmo tempo, mostrar que cada um de nós tem uma história que deve ser partilhada”. O jovem residente em S. Romão do Coronado vai lançar o livro “Porque nem tudo faz sentido…” a 5 de janeiro de 2014, às 17 horas, na Junta de Freguesia do Coronado .

A obra surgiu a partir dos textos escritos no blogue pessoal (www.porquenemtudofazsentido.blogspot.pt), que “começaram a ter algum sucesso”. “Depois de mais de 11000 visualizações e de incentivo de vários amigos decidi aventurar-me a transformar o blogue num livro de testemunhos e reflexões pessoais. Foi então que depois de ter enviado alguns emails para várias editoras, que recebi uma proposta da Chiado Editora para fazer a edição de um livro”, contou ao NT.

Na sinopse da obra, Emanuel António Dias refere que “reflexivo, calmo, mas também intempestivo, este livro leva-nos a refletir e a perceber que há muitas coisas importantes na nossa vida”. “Iremos perceber com ele que há diversos aspetos aos quais não damos o devido valor, mas que ainda estamos a tempo de valorizar”, frisa ainda.

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Edição 452

Natal 2013 – Mensagem do padre Alberto Vieira

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Aproveito este meio de comunicação da nossa terra para saudar todos e cada um de vós.

Nestes dias festivos as saudades da terra são maiores, mas a alegria de estar no lugar onde se contribui para um mundo novo com valores novos do Evangelho animam a minha presença nesta terra de Moçambique onde cheguei, pela primeira vez, em 1989.

 

Maia é aquela que sabe transformar um curral de animais na casa de Jesus, com uns pobres paninhos e uma montanha de ternura.

É a Mãe do Evangelho vivente!

Há um estilo mariano na atividade evangelizadora da Igreja.

PAPA FRANCISCO, Ex. Ap. Evangelii Gaudium (286-288)

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Natal 2013

Amados irmãos e irmãs. Queridos/as amigos/as

De novo estamos no Natal.

O tempo é sempre de vida e de VIDA em abundância, tanto humana (Natal) como divina (Páscoa).

Mas aqui em Moçambique os sinais de morte insistem em manifestar-se. O povo e a igreja lutam pela paz. Mas os grandes deste país teimam em resolver as diferenças pelas armas.

Neste momento de dor, angustia e desespero do povo moçambicano causado pelo regresso à guerra no país, queremos unir a nossa voz à voz do povo que clama pela paz e respeito da vida (Bispos de Moçambique).

Como sabem cheguei a Moçambique em 1989 durante a grande guerra civil. Depois das lágrimas rejubilei com a paz alcançada em 1992.

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Experimentei guerra, paz e de novo guerra. Por isso faço minhas as palavras dos bispos de Moçambique: Exigimos que parem imediatamente toda a forma de hostilidades, confrontos armados e que se reabra o caminho do diálogo. O mesmo deve ser sincero e efetivo.

Só na paz e com paz se experimenta o Natal de Jesus, o Emanuel, (Deus connosco). Vivamos em paz e não nos cansemos de lutar por este dom divino para todos os povos e pessoas.

É dentro desta esperança que partilho convosco mais uma experiência de missão.

Hoje fui visitar a comunidade de Santa Clementina Anwarite de Nimama. Deveria levar o Nissan mas, não foi possível. Os meus irmãos, no regresso de Nampula, onde tinham ido com aquele carro, tiveram imensa sorte em cá chegar.

Assim logo na manhã de ontem viu-se uma mola partida, e de que maneira! Fez-se a reparação até perto das 15.00h. Só depois disso se descobriu também que o veio de ligação estava mesmo para cair. Se tal tivesse acontecido na viagem ficariam no caminho sem hipótese de reparação no local. Tentou-se reparar durante o dia de ontem mas não se conseguiu. Hoje foi-se fazer o serviço com um mecânico daqui de Ribaué. Só se terminou no final do dia.

Assim por causa da avaria do carro fui a Nimama numa mota alugada. Veio o Jak Lino a acompanhar-me. Levou-me 500,00 mts. Eu ofereci-lhe ainda a galinha que me deram como oferta da comunidade. Porém valeu a pena.

Na ida ainda fui a pé todo o percurso do costume quando vou de carro. Fiz isso para acompanhar o animador da zona de Mwaliwa e os cristãos da comunidade que vieram esperar-me. Acompanharam-me com os cantos de boas vindas ao longo de todo o percurso. No regresso, como o Jak tinha conseguido chegar até à capela, vim diretamente de mota até casa. Assim não tive de fazer o percurso de 35 minutos a pé como seria normal quando vou de carro. Neste caso tenho de o deixar antes do rio, na casa de um catequista para que esteja em segurança.

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Durante as confissões lá em Nimama aconteceu uma coisa linda. Algo digno do Natal que se avizinha!

Aqui é normal, as mamãs virem confessar-se com as crianças às costas. Pois uma mamã tinha às costas a sua criança. Penso que com cerca de 2 anos. Enquanto a mamã se confessava a criança controlava o padre. E de que modo…! Estava sempre com os olhos fixos em mim. Depois quando chegou o momento de eu falar para a mãe ela fixou-se ainda mais atentamente, e sem medo, em mim.

No momento em que, para a absolvição, eu estendi as mãos sobre a cabeça da mamã, ele, fez o mesmo. Colocou as suas mãos na cabeça de sua mãe.

Que lindo sinal cristão realizou esta criança!

Viva a Missão!!!.

Um abraço de gratidão e amizade para todos/as.

Santo e alegre Natal e melhor ano 2014 cheio de Deus!

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Vosso, fraternalmente, Alberto Vieira, mccj

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