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Ano 2011

Via Sacra em Guidões

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Grupo de Jovens de Guidões encenou última caminhada de Cristo. Mais de meia centena de figurantes percorreram ruas da freguesia.

Jesus Cristo percorreu as ruas de Guidões entre o lugar da Póvoa e a Igreja Paroquial, envergando apenas uma túnica branca. Depois de ter presidido à Última Ceia e se ter despedido dos seus discípulos, foi preso, agredido e humilhado pelos guardas. Carregado com uma enorme cruz de madeira, iniciou aquela que seria a sua derradeira caminhada até à morte. Atrás dele seguiam familiares, amigos, crentes e centenas de pessoas que participaram na Via Sacra organizada pelo Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões, na noite de Domingo de Ramos. “Foi uma grande responsabilidade representar algo que significa muito para as pessoas e senti-me privilegiado por ter tido esta possibilidade”, confessou Diogo Pereira, que encarnou Jesus Cristo e passou por todas os momentos marcantes do último dia de vida de Cristo, desde a traição de Judas até à Ressurreição. Diogo não escondeu que este “não é um papel fácil” e, já no final da atividade, quando os colegas arrumavam o cenário e dobravam as vestes usadas pelos cerca de 60 figurantes, não foi capaz de esconder o “cansaço” por “ter carregado a cruz”.

Foram “semanas de muito trabalho” para que tudo estivesse pronto, conforme explicou José Pedro Campos, presidente do grupo. “Esta é uma iniciativa desenvolvida há já vários anos nesta altura, quer seja em colaboração com o grupo de Alvarelhos, quer seja apenas da nossa responsabilidade”. Este ano, os jovens quiseram ir mais longe e tentaram “envolver toda a comunidade”.

 

José Pedro Campos salientou que “apesar de ter sido incluído um momento pirotécnico”, este não era um momento de “festa”, mas de “oração, agradecimento e alegria pelo percurso que Jesus fez”.

José Ramos, pároco guidoense, reparou nos “pormenores diferentes” que todos os anos os jovens acrescentam aos cenários “para que os quadros não se repitam” e enalteceu a “muita originalidade” do grupo. “Este é já o quarto ano que eles fazem a Via Sacra e primam sempre para que seja diferente e, este ano foi-o realmente, estando o grupo de parabéns pelo grande trabalho e entusiasmo que tem tido e pela sua criatividade”, atestou. O padre referiu ainda que “Jesus Cristo ensinava muito através das imagens” e garantiu que “a Igreja pode e deve pregar muito através da imagem”.

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O grupo aproveitou a oportunidade para agradecer “à comunidade paroquial, a toda a gente que ajudou na atividade, esperando que “para o ano” ainda “mais pessoas participem”.

 

Trofenses comemoram Páscoa

 

Também na Abelheira, em S. Martinho de Bougado, os moradores da aldeia saíram à rua para participar na Via-Sacra, presidida pelo pároco local Luciano Lagoa. Na quinta-feira. 14 de Abril, a oração começou na Rua nossa Senhora das Dores e terminou junto ao Moinho da Abelheira, onde está colocada uma imagem do Senhor dos Passos.

No monte de S. Gens, em Santiago de Bougado, foi também realizado um momento de oração, no domingo, dia 17, ao final da tarde.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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