Mais de duas dezenas de viaturas, algumas das quais com mais de seis décadas de vida estiveram estacionadas no Parque Nossa Senhora das Dores para serem apreciadas pelos amantes destas preciosidades ou por simples curiosos.

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O Clube de Automóveis Antigos marcou presença na Expotrofa para mostrar as preciosidades de quatro rodas que existem no concelho e que estavam até há bem pouco tempo "escondidas" nas garagens de alguns trofenses, que "antes tinham vergonha de as trazer à rua". Foi este um dos motivos que levou Rui Serra, presidente da Direcção do Clube Trofense de Automóveis Antigos, e alguns aficionados por automóveis antigos a constituir a colectividade a 20 de Outubro de 2005.

Em entrevista ao NT, o presidente referiu que a ideia de formar uma associação surgiu da "necessidade de preservar aquilo que é antigo. Havia muitos carros abandonados, muita gente com vergonha de os trazer para a rua. Com a formação do clube conseguimos fazer perder essa vergonha e sensibilizar para a conservação daquilo que é antigo e clássico".

Todas as viaturas que estiveram em exposição no domingo passado circulam e o objectivo é "tê-los todos a participar nos eventos organizados pelo clube, porque não tem interesse ter um carro parado", adiantou o presidente que não deixou de referir a importância de mostrar às pessoas "que podemos confiar nos carros antigos, pois também estão sujeitos às inspecções periódicas, têm que ter seguro e condições mecânicas para poderem circular".

"Divulgar o nome da Trofa" através de um clube que pretende crescer "com todas as gerações", é outro dos objectivos da colectividade e por isso tem sócios de todas as idades " três aos 83 anos" porque, nunca é cedo para começar nem tarde para parar.

Joaquim Magalhães era um dos que exibia, orgulhoso, a sua preciosidade, um Citroen com seis cilindros e com 15 cavalos de potência. A "raridade", conhecida como "arrastadeira", foi montada pelo proprietário, residente em S. Mamede do Coronado, que desde os 18 anos é um aficionado pelos automóveis antigos. Para conseguir pôr este automóvel no estado em que se encontra Joaquim Magalhães confessou ter-lhe "retirado todas as peças, até ao último parafuso". Depois foi só montá-lo de novo, comprando algumas peças e o resultado final está bem à vista.

Também sócio fundador do Clube Trofense de Automóveis Antigos, Joaquim Magalhães explicou que para manter o Citroen em boas condições apenas é necessário "não o deixar apanhar pó e meter-lhe gasolina" brincou.

O carro de Joaquim foi um dos que desfilou na Primeira Super Especial da Trofa, evento a que o sócio do CTAA aderiu "com muito gosto. É uma forma de divulgar o clube e dar ânimo às pessoas, pois é sempre agradável para elas verem carros como estes", concluiu.