Em conferência de imprensa, Joana Lima exigiu a exoneração do Conselho de Administração da empresa e acusou-a de má gestão. Do processo-crime faz parte a suposta cobrança “fora do prazo previsto” que a Trofáguas está a realizar junto de alguns munícipes e dos “milhares de euros mal gastos” nos processos de suspensão de quatro funcionários da empresa. O Conselho de Administração da Trofáguas afirma que as acusações “são falsas” e avisa que “irá, em nome do interesse público que representa, agir em conformidade”.

Os vereadores do PS da Trofa apresentaram um processo-crime contra a administração da Trofáguas, presidida pelo vice-presidente da Câmara Municipal, António Pontes. Os socialistas exigem a exoneração do Conselho de Administração pela “gestão ruinosa” da empresa municipal.

Em causa estão os gastos da empresa no processo que resultou da suspensão de quatro funcionários, que o Tribunal obrigou a readmitir e indemnizar “com milhares de euros que foram mal gastos e que podiam ser utilizados para obras que a Trofa precisa”, destacou Joana Lima, vereadora da autarquia, em conferência de imprensa, acompanhada dos vereadores Assis Neves e Vasco Pereira.

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A socialista acusou a administração da empresa de gastar “cerca de 150 mil euros” à volta da questão dos processos disciplinares a quatro funcionários, que se basearam, segundo Joana Lima, “na recusa, por parte dos funcionários, de assinarem contratos de trabalho a termo, quando já eram efectivos e pertenciam aos quadros da empresa”.

A vereadora condenou a acção da administração, afirmando que “não se pode perseguir os funcionários por uma questão política”. “A prescrição de um valor avultado de facturas” e que estão a ser “cobradas ilegalmente” foi o outro motivo que levou à acção interposta pelos vereadores contra os administradores da empresa municipal. O prejuízo, segundo os socialistas, “lesou o erário público em mais de 600 mil euros” e faz com que a empresa esteja “a prestar um mau serviço à população”, sublinhou Joana Lima.

A vereadora não deixou de lembrar a intenção de Bernardino Vasconcelos de extinguir a Trofáguas em 2007. “O presidente da Câmara disse que este Conselho de Administração era do tipo de uma comissão liquidatária que ao fim de dois anos era extinta, juntamente com a Trofáguas. Se era liquidatária certamente que não tinha as características necessárias para ser um Conselho de Administração capaz de levar esta empresa a bom porto”, afirmou Joana Lima, referindo ainda que “o senhor presidente da Câmara tem que tirar ilações políticas desta gestão ruinosa”.

O PS Trofa, segundo os socialistas, “é a favor que a Trofáguas continue, pois tem feito um trabalho que deve ser continuado”, mas condena os valores aplicados nas taxas de ligação ao saneamento e abastecimento de água. “São valores que não se admitem nos dias de hoje, porque esse dinheiro tem que cobrir a má gestão que está a ser feita na Trofáguas”.