A 16 de Agosto os comboios vão passar pela primeira vez na nova variante ferroviária à Linha do Minho.

Já é formal e a edil trofense, Joana Lima, já confirmou que recebeu “um ofício da REFER” que dava conta de que “no dia 16 de Agosto os comboios começam a circular na nova variante ferroviária”.

Esta transposição das carruagens para o novo troço deveria acontecer em Maio de 2010, mas, devido aos atrasos na empreitada, em Fevereiro deste ano numa visita ao espaço, o director da obra, Pedro Cota, adiantou que em “em meados de Julho” o comboio já avançaria para a nova linha.

A nova variante tem início um pouco antes do apeadeiro da Senhora das Dores, inclina para nascente, contornando a zona central da cidade da Trofa, e vai inserir-se, de novo, no traçado existente, à entrada da ponte sobre o Rio Ave.

A obra, que vai retirar o comboio do centro da cidade, permitirá melhorar a regularidade dos serviços das linhas do Minho e Guimarães e do ramal de Braga, aumentar a oferta de comboios e reduzir os tempos de percurso. A construção da variante da Trofa está integrada na remodelação da linha do Minho, entre S. Romão do Coronado e Lousado, e visa colmatar uma lacuna na modernização daquela linha na zona da Trofa, pondo fim ao estrangulamento ferroviário na rede principal actualmente existente no atravessamento em via única.

Por isso, o comboio passará em via dupla electrificada e as características deste novo traçado permitirão uma velocidade de 120 quilómetros por hora para comboios convencionais e de 140 quilómetros por hora para comboios basculantes e serão suprimidas cinco passagens de nível actualmente existentes na linha do Minho.

Quanto à nova estação que está a ser construída junto à Igreja Nova, será integrada no viaduto e terá dois cais de passageiros, localizados no lado exterior das vias, sob o viaduto ficará uma área comercial e sobre o viaduto estarão as plataformas de passageiros, cobertas, com cinco metros de largura, às quais se poderá aceder por escadas e elevadores. Será ainda criado um interface rodo-ferroviário que permitirá a ligação com outros meios de transporte público (Metro do Porto, que aí terá a sua estação terminal, autocarros e táxis). Quanto ao parque de estacionamento de superfície terá capacidade para 167 veículos.