Há mais de meio século que Maria do Carmo Silva dedica a sua vida ao folclore. Grande parte da sua história foi vivida no Rancho Folclórico. 

Maria do Carmo Silva é, provavelmente, uma das pessoas mais conhecidas no concelho da Trofa. Não pelo seu nome de batismo nem sequer pela peculiar estatura. No alto do seu metro e quarenta de estatura, esta mulher de 77 anos dedicou grande parte da vida ao folclore. Miquinhas, para os amigos e para esta história, vive, e respira, as tradições há mais de meio século e nem o problema diagnosticado nos joelhos a faz parar. 

Numa tarde de calor, abriu-nos as portas da humilde casa para partilhar alguns dos muitos momentos vividos no seio do folclore, paixão que despertou com a fundação do Rancho Folclórico da Trofa, há mais de 53 anos. Miquinhas relembrou os primeiros passos da criação do grupo: “Em Valdeirigo, houve um cortejo para fazer a cantina, para dar de comer aos meninos. A senhora Augusta Reis, que o organizou, desafiou os senhores que iam a tocar para fazer um rancho e lá resolveram criá-lo. Eu, entretanto, entrei e a primeira saída do grupo foi na Feira Grande”.

Apesar de “saber dançar”, Miquinhas sempre preferiu cantar no grupo. Solta um “ui” quando lhe é pedido para dizer quantos foram os locais por onde passou a levar a insígnia do Rancho Folclórico. Ia para todo o lado, fizesse sol ou chuva. “Houve um dia em que choveu muito. Quando cheguei a casa, pousei o casaco nas costas da cadeira e no dia seguinte tinha uma poça de água no chão da sala”, afirmou. 

Por três vezes esteve em França a levar as tradições da região e muitas outras participou em espetáculos no concelho.

Leia a reportagem completa na edição desta semana d’ O Notícias da Trofa, disponível num  quiosque perto de si ou por PDF.

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