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Edição 449

Um quarto das espécies do projeto “100 mil árvores” plantadas na Trofa desde 2011

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 Voluntários plantaram 550 árvores autóctones

 No âmbito do projeto “100 mil árvores”, cerca de 40 voluntários plantaram 550 árvores no monte de Paradela, em S. Martinho de Bougado, durante o dia de sábado, 23 de novembro.

No dia dedicado à Floresta Autóctone, “cerca de 40 voluntários” juntaram-se no Monte de Paradela, em S. Martinho de Bougado, para o tornar mais verde, através da plantação de “550 árvores autóctones”, provenientes do programa Floresta Comum e enquadrada no projeto “100 mil árvores”, promovido pelo Centro Regional de Excelência em educação para o desenvolvimento Sustentável da Área Metropolitana do Porto – CRE-Porto.

A ação de plantação, que contou com o apoio da ASVA – Associação de Silvicultores do Vale do Ave -, teve a participação de voluntários da AMO Portugal, Escuteiros de Santiago de Bougado e “alguns membros” da Associação de Moradores da Aldeia de Paradela. Segundo Hélder Magalhães, responsável pela AMO Portugal na Trofa, uma vez que existem estes programas com o CRE-Porto no concelho, seria “útil” associarem-se a eles, fazendo “uma atividade conjunta”, onde foram plantadas “550 árvores”, essencialmente “autóctones”, sendo que “a maior parte foi cedida pelo CRE-Porto”.

Hélder Magalhães afirmou que é “difícil mobilizar as pessoas para aparecerem”, apesar de “hoje em dia ser fácil chegar a muita gente, por exemplo, através do Facebook”. Contudo, ficou “contente”, porque “apareceram 40 pessoas que fizeram um ótimo trabalho de voluntariado, bastante altruísta”. Quem também esteve nesta ação de plantação foi Marta Pinto, mentora do projeto “100 mil árvores”, que declarou que dos 14 municípios aderentes foi na Trofa onde plantaram “mais árvores”, por ter “umas áreas excelentes” e “equipas técnicas que já estão muito vocacionadas para esta componente florestal”. “Creio que um quarto das nossas árvores estão plantadas na Trofa”, referiu.

Uma situação que, segundo Hélder Magalhães, é “gratificante” e “tem que deixar toda a gente contente, não só quem planta, mas quem vive no concelho”, pois o concelho passa a ter uma “floresta muito válida e alguns parques, como no Monte de Paradela, que têm um espaço muito bonito para usufruir em família ou com amigos”.

 

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Projeto das 100 mil árvores com “11.600 horas de voluntariado”

Nestes “últimos dois anos”, o projeto está a intervir em “cerca de 14 municípios da Área Metropolitana do Porto, entre os quais a Trofa”, tendo envolvido “algumas centenas de voluntários” que plantaram “25 mil árvores”. No total já foram contabilizadas “11.600 horas de voluntariado”, em “ações de plantação, manutenção e recolha de sementes”. “Queremos que este projeto não seja esporádico e pontual. Se o nosso objetivo é criar floresta e bosques nativos, temos que nos envolver em todos os momentos da sua criação e manutenção, fazendo a recolha de sementes, a plantação das árvores, que já vêm germinadas dos ribeiros, e desenvolver ações de manutenção e monitorização”, asseverou, declarando que voltam “aos locais onde houve plantação para aferir qual é a taxa de sobrevivência”.

Para Marta Pinto tem “sido fácil” mobilizar as pessoas, mas é necessário “muito mais pessoas para cumprir o objetivo ambicioso” de plantar 100 mil árvores até 2016. No entanto, a mentora está “feliz com o acolhimento” do projeto, salientando que “este trabalho não existiria se não tivessem as equipas de profissionais”, como os “gabinetes florestais das autarquias, as associações florestais, que intervêm em cada território, e as equipas de sapadores florestais”.

 

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Edição 449

Venham mais quinze!

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Gualter-Costa

Festejamos há dias com pompa e circunstância os quinze anos da realização do sonho de todos os trofenses, a criação no nosso concelho da Trofa. Uma realização com infinitamente mais pontos positivos do que negativos. Contudo, há ainda muito por materializar para se atingir a plenitude do nosso sonho coletivo de 1998.

É certo que devemos ter sempre em consideração que iniciamos a nossa odisseia como concelho com mais de um século de atraso em relação aos municípios nossos vizinhos, mas houve momentos ao longo dos últimos quinze anos, em que as forças, a vontade e até a astúcia pareceram fraquejar e não tiveram a energia suficiente para vencer o atrito do desenvolvimento e encurtar as assimetrias que ainda nos separam dos níveis de desenvolvimento e de oportunidades oferecidos pelos concelhos vizinhos.

Como trofenses, com identidade, autonomia e responsabilidades próprias, não podemos perder mais tempo nem desperdiçar mais oportunidades. Dadas as adversidades que se intuem num futuro próximo, este é mais do que nunca, tempo de estarmos unidos e de todos trabalharmos em conjunto em prol do nosso concelho. É tempo de sermos nós trofenses a assumir as rédeas da condução do nosso concelho e não deixarmos que os interesses centralistas ou dos concelhos vizinhos condicionem o nosso futuro. É imperativo reavivarmos o espírito de união e de trabalho mútuo que há 15 anos culminou com a criação do concelho da Trofa.

É urgente e necessária a definição de um conjunto de prioridades coletivas e de “consensos alargados” que permitam suprimir no mais curto espaço de tempo as principais carências do nosso concelho e as causas do seu congelamento económico, social, cultural, etc. Não basta devolver somente o orgulho. É necessário suprimir carências, arquitetar um futuro coletivo, ressuscitar a esperança.

Carências de sempre, como a falta de atratividade para a criação e fixação de novas empresas no perímetro do nosso concelho, as fracas acessibilidades que atrofiam dia após dia a nossa economia local, a organização quase anárquica do trânsito na nossa cidade que exponencia a poluição e os custos da mobilidade interna, o acentuado estado de abandono e de degradação dos nossos prédios urbanos que induz a guetização de algumas áreas da cidade e convida à emigração para os municípios vizinhos, o desleixo crescente dos nossos espaços públicos que reduz o potencial e a atratividade do nosso comércio local, a contínua desvalorização e degradação dos serviços públicos essenciais coloca em causa a universalidade no acesso aos mesmos, a reduzida e deficitária oferta cultural limita e não divulga a nossa criatividade e a nossa inovação, a frágil democracia local que bloqueia ou desvaloriza ideias inovadoras e afasta as populações da definição das prioridades coletivas. Carências que devem ser rapidamente suprimidas para que a Trofa e os trofenses recuperem a esperança num futuro melhor. Um futuro vivido num concelho de primeira, em linha com o do “sonho” de 1998.

O concelho da Trofa deve definir já hoje um conjunto de metas para os próximos quinze anos. Metas consensuais, simples, claras, percetíveis (e dentro dos possíveis aceites) por todos. Metas, que nos permitam suprimir nesse horizonte temporal todas as carências acima enunciadas. Só com objetivos comuns de longo prazo, poderemos preparar o futuro e traçar um rumo conhecido e aceite por todos. Devemos aprender e não repetir os erros do passado, mas não devemos martirizarmo-nos e deixar que os erros passados nos bloqueiem a vontade e nos condicionem irremediavelmente o futuro.

É uma tarefa hercúlea. Extenuante. Se fosse fácil não seria para gente da Trofa. Mas como trofenses, devemos sempre lembrarmo-nos de como há quinze anos atrás estivemos todos unidos e tivemos a ousadia e fibra suficiente para realizar um impossível.

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Hoje, nestes tempos de dificuldades e de austeridade que parece infinita, é importante continuarmos motivados e crentes num futuro melhor para o nosso concelho. Apesar de tudo, valeu a pena! Continuaremos à altura do desafio de nos próximos anos defendermos e elevarmos o nosso concelho a um concelho de referência. Talvez daqui por quinze anos possamos todos dizer “Agora sim, demos a volta a isto!”.

 

Gualter Costa

Coordenador Concelhio Bloco de Esquerda Trofa.

gualter.costa@outlook.com

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Edição 449

Ser Autarca no século XXI

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Os tempos atuais são exigentes para todos os que exercem uma atividade profissional, mas também o são para quem tem a nobre missão da governança, seja local, regional ou nacional. Ser Autarca no século XXI, não deve ser para encher de vaidade quem é eleito, mas sim um compromisso de lutar para que o seu concidadão tenha uma melhor qualidade de vida. É, essencialmente, para isso que é eleito.

As mudanças verificadas na economia e nas finanças portuguesas, obrigam a que o Autarca moderno se assuma como agente de transformações geradoras de riqueza e bem-estar para as suas populações e um ator decisivo no desenvolvimento económico, social e cultural do território que tem por missão governar. O tempo do autarca “mestre-de-obras”, do “feirante” ou do “folclore” já passou, há muito tempo. Hoje, as exigências são bem diferentes!

Os desafios do Autarca moderno, em termos da estratégia de desenvolvimento económico e social e da gestão de uma forma global, são duma dimensão tal que não se confinam aos padrões de exigência do passado recente. O Autarca do século XXI precisa de ter uma visão estratégica para a realidade da sua autarquia na sua singularidade, sem dar continuidade à forma de gestão anterior ou “copiar” a do território vizinho. É bom que seja um visionário, pois será permanente a necessidade de inovação e geração de riqueza.

O Autarca do século XXI tem de ter a capacidade de olhar a estrada para além da curva, pois até à curva todos conseguem ver. Tem de olhar para os desafios que o futuro coloca duma forma criativa, marcando a coordenação necessária entre a gestão corrente que faz do seu quotidiano e a visão a longo prazo, que obriga à estratégia e à coerência na ação. É isso que marcará a diferença.

O novo Autarca alicerça-se num novo modelo de liderança em que o compromisso de responsabilidade está sempre presente. As suas boas decisões e as escolhas políticas acertadas, resultam quase sempre, da negociação, da procura de equilíbrios e da construção de consensos, mas nunca a qualquer preço. A sua livre escolha é sempre sobre as preferências e efeitos das escolhas assumidas. A sua decisão é um ato de consciência e de livre arbítrio, determinada pelo seu grau de conhecimento e de formação ética.

O Autarca moderno deve exercer a liderança, com visão estratégica, sem perder a carga simbólica, emocional, transcendental e política própria do cargo. Deve estabelecer com os cidadãos um diálogo direto, materializando uma relação de proximidade, fortalecida pelo seu realismo presencial, pois não deve esquecer que o eleitorado é cada vez mais seletivo nas suas escolhas.

É cada vez mais expressiva a determinação do voto pelo mérito pessoal e pela competência. Por tudo isto, o Autarca do século XXI precisa de revelar novos saberes, responder com eficácia aos desafios da atualidade e praticar a excelência na sua governação. A mudança está aí.

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José Maria Moreira da Silva

moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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