O Paradela começou a segunda volta do campeonato com um nulo frente ao Salgueiros. O jogo teve dois golos para a equipa da Trofa, mas ambos foram anulados. No fim, algumas trocas de insultos por parte de adeptos de ambas as equipas obrigaram à intervenção da GNR.

 foto de LUIS GOMESEm Paradela já se esperava um jogo difícil. O Salgueiros era um adversário de respeito, acérrimo candidato ao título da 2ª Divisão, série 1, da Associação de Futebol do Porto,e para além disso o técnico João Cruz tinha pela frente muitas manobras na equipa. Seis habituais titulares indisponíveis, a contas com castigos resultantes do polémico jogo com o Rio Tinto, e Becas doente e a ser confirmado no onze no dia do jogo.

Equipa modificada, mas com a mesma força de bater o pé a um dos principais candidatos. E Filipe, logo nos primeiros minutos, mostrou a intenção dos trofenses, mas o central não acertou na baliza.

Com mais acerto no passe, a formação caseira dominou os primeiros instantes da partida, com uma defesa coesa e um sector ofensivo pronto a causar estragos junto da baliza do Salgueiros.

No entanto, o Salgueiros cedo equilibrou e o pendor ofensivo rapidamente se inclinou para a equipa liderada por Pedro Reis.

Aos 24 minutos, na sequência de um pontapé de canto, Carvalho cruzou para a grande área e Heitor cabeceou para defesa segura do guarda-redes.

A resposta do Paradela surgiu seis minutos depois, com um remate de Gualter que o guardião salgueirista defendeu com dificuldade.

Sem estar tão incisivo no ataque, por mérito do Salgueiros, o Paradela apresentava uma boa organização defensiva e anulava todas as investidas do adversário, que trouxe à Trofa centenas de adeptos, que tiveram direito a uma bancada improvisada.

O último lance da primeira parte foi protagonizado pelos forasteiros, com um cabeceamento de Heitor, jogador que já vestiu a camisola do Trofense, há duas temporadas.

A etapa complementar começou do mesmo modo que acabou a primeira, ou seja, com o Salgueiros no ataque. Jogada novamente ensaiada por Carvalho que cruzou para cabeceamento de Heitor, que não acertou na baliza de Ricardo.

Aos 58 minutos, o Salgueiros ficou reduzido a 10 unidades, depois da expulsão de Passos, que viu o segundo amarelo.

Depois da expulsão, o Paradela aproveitou para criar perigo e até introduziu a bola na baliza do Salgueiros, mas o árbitro da partida anulou o lance.

A equipa salgueirista nunca desistiu e aos 65 minutos chegou novamente à grande área do Paradela, mas à semelhança de todas as outras oportunidades, Heitor não conseguiu marcar.

O Paradela desinibiu-se até lhe ser anulado um novo golo, aos 73 minutos, por suposto fora-de-jogo de Vítor, que tinha cabeceado para o fundo das redes. Alguma contestação por parte de adeptos do Paradela que subiu de tom com a expulsão de Becas, aos 80 minutos.

O Salgueiros fechou o jogo ao ataque e com um excelente remate de Rui Lima, que saiu por cima da barra da baliza do Paradela.

No final da partida, João Cruz afirmou que “queria dar a vitória ao presidente da associação, que está em dia de aniversário”, mas não foi possível, porque “não deixaram”.

Apesar de “felicitar a equipa de arbitragem no final do jogo” João Cruz considera que o quarteto não fez um bom trabalho “ao anular inocentemente um dos golos”.

O técnico lembrou das “dificuldades” inerentes ao jogo e que se relacionam com as poucas opções no banco e felicitou os atletas “que jogaram muito bem”.

João Cruz não se esqueceu ainda de dar uma palavra de agradecimento ao massagista da equipa, que “colocou o Becas nas mínimas condições para poder jogar”.

Já Pedro Reis, treinador do Salgueiros, afirmou ao NT que esperava deste jogo o que espera de todos os outros. “Gostava que estivéssemos concentrados, jogássemos bem e pudéssemos ganhar o jogo e foi com esse intuito que entramos dentro de campo. Tivemos o domínio do jogo, mas faltou eficácia na finalização”, referiu.

No final do jogo assistiu-se a alguns confrontos entre adeptos do Paradela e Salgueiros, que obrigaram à intervenção da GNR.

Foto: Luís Gomes