Neste primeiro ano não conseguimos concretizar tudo aquilo que pretendíamos”. Este foi o balanço apresentado pelo presidente da ADAPALNOR – Associação para a Defesa do Ambiente e do Património do Litoral Norte -, Jaime Vieira, relativamente ao primeiro ano, desde que foi legalizada, desta associação ambiental, com sede na antiga escola básica na Rua de Mendões, em S. Mamede do Coronado.
De forma a assinalar o aniversário, a ADAPALNOR promoveu uma sessão para dar conhecimento de outras associações da área ambiental, como a Quercus, Forestis, Projeto Rio, Associação Portuguesa de Orquidofilia, entre outras. À margem das palestras, Jaime Vieira denotou que “as dificuldades” que encontrou foi por parte de “outras associações ambientais e autarquias”, pois, apesar de ter contactado com “todas” da mesma dimensão que a ADAPALNOR, “não” conseguiu “fazer parcerias com nenhuma”. No entanto, conseguiu “parcerias com quase todas as associações ambientais de nível nacional” que contactou. “Temos uma associação muito nova e queremos aprender e estamos para aprender, não queremos ocupar o lugar que outras associações já tenham”, denotou.
Jaime Vieira agradeceu a ajuda da Liga para a Proteção da Natureza, que “já se disponibilizou a formar uma parceria e a ajudar nos projetos”, que, segundo o próprio, “são um bocado ambiciosos”. Também o presidente da Junta de Freguesia do Coronado, José Ferreira, mereceu o agradecimento da associação pela “disponibilidade que sempre pôs desde o primeiro dia para ajudar a associação a crescer e a fazer alguma coisa pelo Coronado”.
Como a ADAPALNOR “não está reduzida à Trofa” e a área da sua intervenção está, “para já, entre Aveiro e Alto Minho”, o presidente afirmou que tem contactado as “diversas autarquias” e que vai “iniciar uma atividade em Aveiro e outra em Braga”. Nos workshops, palestras e cursos ministrados, a ADAPALNOR “tenta mentalizar a população para a defesa do ambiente e do património, mas acima de tudo para que a população olhe para a natureza, como por exemplo as plantas, e as considerem como seres vivos”. Além disso, tem “colaborado com jardins de infância, escolas básicas, lares de terceira idade e com autarquias”, tendo “já ensinado os funcionários a fazer corretamente as podas das árvores”.
Para este segundo ano, além de outras coisas”, a associação pretende “iniciar já e ativamente qualquer coisa que seja diferente do que aconteceu até agora”. O projeto passa pela “criação de um ecossistema” na Quinta de S. Romão, onde as pessoas “possam ver os morcegos, as salamandras, sapos, rãs, peixinhos e borboletas”. Aliado a isso quer dar “proteção a todas as aves selvagens que existam nesta zona, através da construção de ninhos, criando um habitat para que possam criar e procriar nesta região do Coronado”.
Jaime Vieira apela que a comunidade se torne sócio da ADAPALNOR, através do pagamento de “0,50 euros por mês”. Para mais informações contactar através do dapalnor@gmail.com. “Precisamos da colaboração das autarquias e das populações”, concluiu.