Trofense deixa a taça em casa

Uma final quase anunciada voltou a repetir-se na terceira edição do torneio TrofenseCup. Entre Clube Desportivo Trofense e Grupo Desportivo de Ribeirão, voltou a superiorizar-se o anfitrião, que já no ano passado tinha conseguido a proeza com o mesmo adversário. Um derby que acabou com uma vitória expressiva dos trofenses que deixaram a taça em casa. João Ferreira, capitão de equipa, era a voz da satisfação e ao NT/TrofaTv confessou que os atletas estavam “muito felizes” depois de um torneio que “correu muito bem”.

O já tradicional cântico dos “Campeões” ouviu-se inúmeras vezes, porque, à boa maneira do provérbio, estes pequenos craques não gostam de perder nem a feijões.

A Páscoa para as crianças que participaram teve um sabor especial, não pelas amêndoas ou ovos de chocolate, mas por poderem matar o “bichinho” do futebol num fim-de-semana sem competição. Doze equipas marcaram presença num torneio cada vez mais respeitado no mundo do futebol de formação, onde o Trofense se quer afirmar, depois de ter conseguido o título de equipa de primeira no que toca aos seniores.

Manuel Wilson, director do departamento de formação, confirmava que esta era “mais uma edição de sucesso”. O responsável acredita que este ano o torneio “teve mais impacto” por ser “mais divulgado” e só por “falta de tempo” é que não participaram mais do que 12 equipas. “Tivemos muitas outras que queriam participar, mas em dois dias é impossível incluir mais do que as que já temos”.

Este torneio, que tem como objectivo dar oportunidade aos jovens de poderem praticar futebol, também contou com mais público relativamente às outras edições. A organização do torneio preveniu-se e também melhorou as condições da assistência ao instalar duas bancadas, cedidas pela Câmara Municipal da Trofa.

E não é só o público que tem aumentado. Esta iniciativa provocou o aumento de crianças nos treinos de captação do Trofense. “Há muitos miúdos que ainda estão muito ligados ao futsal e quando vêm cá para verem os colegas jogar, no ano seguinte querem participar também. E na pré-época tivemos cerca do triplo de atletas que normalmente entram nas captações. É um bom sinal e obriga-nos a dar continuidade a este torneio”, afirmou.

Quanto à final vencida pela equipa da casa, o responsável afirmou que a repetição da final do ano passado “foi por acaso” e que apenas houve a preocupação de “não juntar as melhores equipas nos mesmos grupos”.

No final do torneio, na entrega dos prémios estiveram Miguel Ângelo, Moustapha, David Caiado e Rui Borges, jogadores da equipa principal que, só pela sua presença, deliciaram os mais pequenos. Rui Borges sublinhou a importância destes torneios para estes jovens, já que também é no desporto que “se formam como homens”. “É nestas idades que os jovens começam a ganhar o gosto pela prática do futebol e pelo clube que representam e para eles também é importante terem aqui jogadores da equipa principal, que sejam os ídolos deles”.

O jogador mais velho do plantel do Trofense afirmou ainda que o desporto transmite valores muito importantes, como a “tolerância, o cumprimento de regras e o respeito pelos outros, que se tornam essenciais para o crescimentos das crianças como indivíduos”, frisou.

No torneio participaram as equipas do Atlético Clube Bougadense, do Operário FC, do Gondim da Maia, do Nogueirense, dos Pinheirinhos do Ringe, do Ribeirão, do Castelo da Maia, do Sport Progresso, do Inter de Milheirós, do Trofense e da selecção concelhia da Trofa.

 

Mais de 350 crianças representam formação do clube

Cerca de 350 crianças alimentam a paixão pelo futebol no Clube Desportivo Trofense. Para além das 12 equipas que tem filiadas, uma das quais, de juniores que luta por um lugar nos nacionais do escalão. O emblema mais representativo do concelho conta ainda com uma secção de recreação, com cerca de 80 crianças.

Mais de três centenas de crianças levam o nome do concelho a vários locais e muitos mais seriam se houvesse oportunidade. Manuel Wilson confessou que a falta de espaço é o principal obstáculo para a inclusão de mais jovens. “Por muito que nos custe, o espaço não nos permite integrar mais jovens porque, para além destas excelentes condições (no Complexo Desportivo, em Paradela), temos espaços alugados como o campo da Louseira, o indoor Yes e temos ainda a vantagem de ter a colaboração do Covelas que nos cede as instalações sempre que as nossas equipas vão jogar em pelados”, afirmou.

Uma das lacunas continua a ser a falta de equipas femininas, com este género a ser representado na secção da recreação por algumas meninas. “Elas estão na recreação juntamente com o masculino, mas o nosso objectivo é que estas puxem as outras e quem sabe formar uma equipa feminina de futebol”, acrescentou Manuel Wilson.