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Ano 2011

Trofense pode ficar sem direcção

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O Clube Desportivo Trofense vive dias de impasse. O presidente da direcção, Rui Silva, pondera não se recandidatar no fim do mandato, que termina a 31 de Janeiro.

Os dirigentes do Trofense temem que o clube possa cair com a saída do presidente e apelam às “forças vivas” do concelho para “apoiarem o clube e a continuidade de Rui Silva”. Foi o que fez Armando Dias, presidente da Assembleia-geral (AG) do Trofense que, em entrevista ao jornal “O Jogo”, afirmou que “o presidente está farto de pôr dinheiro do bolso dele”.

Segundo Armando Dias, Rui Silva já garantiu que “não é candidato”, explicando que “não é por acaso” que tem estado a “conversar diariamente com o presidente”.

O presidente da AG do Trofense frisou que os dirigentes querem “convencê-lo a ficar, pelo menos até ao final da época”, medida que teria que ser aprovada pelos sócios, já que “os estatutos estão mal dimensionados – os mandatos deveriam ser de Junho a Junho”.

Para Armando Dias, o problema reside no facto de Rui Silva “estar sozinho”, pois  “ninguém dá nada ao Trofense”. O dirigente aponta o dedo à autarquia, afirmando que ainda falta pagar “metade do protocolo – de 200 mil euros – assinado no ano passado” e que Rui Silva tem que gastar “150 mil euros por mês do seu bolso”.

“Só quando o presidente for embora é que tentarão convencê-lo a ficar. E não nos podemos esquecer que nos últimos 20 anos foi a família dele, o Grupo Ricon, que suportou todas as despesas do clube”, sustentou.

Armando Dias desabafou ainda que se Rui Silva sair, também não fica no clube: “Estou aqui por ser sócio do clube há mais de 40 anos e pela amizade que tenho por ele”.

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O presidente da AG antecipa mesmo um futuro negro para o Trofense, que pode passar por “fechar a porta”, pois não acredita que “apareça outro mecenas que venha cá meter 150 mil euros por mês”.

Armando Dias considera que “há condições para atingir o objectivo”, de subir à Primeira Liga, mas “se o presidente não for embora”.

As eleições para os novos órgãos sociais do Trofense para o biénio 2011/2012 realizam-se no dia 27 de Janeiro, pelas 20 horas, no auditório da Junta de Freguesia de S. Martinho de Bougado.

 

Relatório de contas 2009/2010 aprovado

Na Assembleia-geral Ordinária do clube, que se realizou no dia 6 de Janeiro, foi apresentado o relatório de contas da época 2009/2010. No documento, aprovado por unanimidade pelos cerca de 50 sócios que estiveram presentes, está registado que os proveitos operacionais situaram-se em 900 mil euros, que os custos rondaram os 4,2 milhões de euros e que o resultado líquido situou-se nos 3,2 milhões de euros.

No final da temporada, o activo do Trofense totalizava 7,5 milhões de euros – menos 15,5 por cento que na época anterior -, e o passivo situava-se nos 9,3 milhões de euros – mais 24 por cento do que em 2008/2009. Os capitais próprios ultrapassaram os 1,75 milhões de euros.

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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