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Ano 2011

Jornada dos campeonatos concelhios adiada

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No dia 7 de Janeiro, os campeonatos concelhios deviam retomar depois do interregno devido à época natalícia. No entanto, no mesmo dia as associações participantes foram informadas que a jornada tinha sido adiada para se resolver “o problema com o seguro”.­­­

Os campeonatos amadores da Trofa sofreram um adiamento inesperado. A Associação de Futebol Popular da Trofa (AFPT) tinha agendado o reatamento dos campeonatos – que pararam na época natalícia – para o dia 8 de Janeiro, mas a jornada acabou adiada. Ao que o NT conseguiu apurar em causa está a falta de pagamento dos seguros dos atletas.

Contactado, o presidente da AFPT, Artur Costa, escusou-se a prestar esclarecimentos sobre o que está a ser feito para a resolução deste problema e se já há data para o reatamento dos campeonatos concelhios.

O NT teve acesso aos emails enviados pela AFPT às associações que participam nos campeonatos, em que um deles dava conhecimento que na reunião geral extraordinária realizada no dia 6 de Janeiro, quinta-feira, a vereadora do pelouro do Desporto, Teresa Fernandes, e o vice-presidente da autarquia Magalhães Moreira, “acertaram, com o mediador de seguros, uma reunião com carácter de urgência, para a próxima segunda-feira (10-01-2011), pelas 10 horas, no sentido de se encontrar solução para o problema do seguro”, o que motivou o adiamento da jornada.

No email, enviado a 7 de Janeiro, pode ler-se ainda: “Estes desenvolvimentos demonstram por parte do executivo, preocupação para com a situação grave que se vive com o seguro e vontade de encontrar a melhor solução que garanta a continuidade dos Campeonatos Concelhios de Futebol Amador da Trofa, num apoio que sempre foi afirmado e que temos a certeza se manterá por muitos anos”.

Teresa Fernandes afirmou ao NT que: “A Câmara Municipal está e sempre esteve ao lado da AFPT e de todas as associações, no sentido de as apoiar e ajudar, mas sempre consciencializando-as dos problemas financeiros que temos e que connosco não contam com falsas promessas”.

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A vereadora esclareceu que tem reunido com Artur Costa e com ele tem “mantido um conjunto de diligências no sentido de resolver o problema do seguro e assim que seja possível, retomar os campeonatos concelhios”.

“Apesar da nossa boa vontade, o facto é que à data não existe qualquer valor por pagar à Associação por parte desta autarquia e o Contrato Programa será assinado este mês e só a partir daí poderemos efectuar o pagamento de uma parte”, frisou.

Esta quinta-feira, 13 de Janeiro, realiza-se mais uma reunião geral extraordinária da AFPT, pelas 21.30 horas, na Junta de Freguesia do Muro, que terá como pontos em discussão a situação financeira da associação, o contrato-programa com a Câmara Municipal, o seguro desportivo e o futuro dos campeonatos concelhios. Esta reunião terá a presença de Teresa Fernandes.

PSD: “Movimento associativo tem sido desprezado”

Em conferência de imprensa, a Comissão Política Concelhia (CPC) do PSD da Trofa lamentou o adiamento dos campeonatos amadores e considerou que o movimento associativo “está a ser abandonado”. “É uma responsabilidade da Câmara Municipal ajudar e comparticipar nestes momentos mais difíceis do movimento associativo”, atestou Sérgio Humberto, presidente da CPC do PSD.

O líder “laranja” evocou o facto de as associações trabalharem “por carolice” e contribuírem para “o desenvolvimento sustentável da população”.

“Deixo uma palavra de apoio ao movimento associativo, que tem sido desprezado por esta Câmara Municipal. Têm sido supridos alguns subsídios e a justificação é que a situação do concelho não é a melhor. Aconselhava a presidente a fazer o seguinte: todos os favores de campanha que ela tem feito, se calhar dava para pagar os 19 mil euros de seguros que bastavam para o campeonato continuar a prosseguir”, asseverou.

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Sérgio Humberto foi mais longe e questionou: “No saldo de tesouraria, que na última Assembleia (Municipal) era superior a um milhão e meio de euros, não há 19 mil euros disponíveis para pagar o seguro para estes jovens?”

Relativamente às acusações dos sociais-democratas, Teresa Fernandes frisou: “A Câmara encontra-se, como todos sabem, numa situação financeira muito grave e curioso é que os mesmos que contribuíram para esta situação venham agora de uma forma imprudente levantar suspeitas e reiterar acusações à nossa gestão”.

“Se quando o PSD liderou os destinos da autarquia não se apercebeu do buraco para o qual caminhavam, neste momento já tiveram tempo e dados suficientes para reflectirem na situação e para tomar posições responsáveis e sérias”, asseverou.

A autarca apelou ao “bom senso do PSD”, sustentando que “a situação financeira exige de nós e em particular do PSD sentido de responsabilidade”.

Foto: arquivo

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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