O V. Guimarães entregou a factura da derrota da jornada anterior ao Trofense: recuperou os três pontos perdidos em casa com o Nacional e fê-lo pelos mesmos números com que tinha sido derrotado. Com isso somou o sétimo ponto e trepou até ao quinto lugar da Liga. Manuel Cajuda pode enfim voltar a dormir descansado.

 A vitória foi, de resto, muito natural. Foi a sequência lógica de um jogo que o V. Guimarães mostrou querer ganhar mais do que o adversário, ainda que tenha terminado em sofrimento. O Trofense já vinha a ameaçar estar diferente há alguns minutos, até que quando faltavam dez para o fim marcou mesmo. Lipatin relançou o jogo. Mas foi só.

Os dez minutos finais, quando a margem mínima deu ânimo à formação da casa, não colocam em causa a vitória vimaranense, aliás. Como Douglas se encarregou de justificar já em período de descontos. O V. Guimarães nem sempre teve talento, mas teve querer. E algum jeito. Pelo menos mais jeito do que o adversário.

Dois frangos na conta do rei

É verdade que o caminho para os golos foi atalhado por dois frangos de Paulo Lopes. Primeiro na sequência de um canto de Carlitos, há uma falha de marcação, o guarda-redes sai mal da baliza e Douglas finaliza para o primeiro golo. Logo na jogada a seguir, Luciano Amaral atira forte, Paulo Lopes mete mal a mão e permite que a bola entre.

Tudo num minuto. Foi portanto um minuto fatal do guarda-redes do Trofense. Mas a verdade é que os vimaranenses já tinham feito por merecer a sorte. João Alves, por duas vezes, ficou perto do golo. Num jogo até então mal jogado, é verdade. Aliás, nesse aspecto só melhorou mesmo na segunda parte. Quando o Trofense se dispôs a atacar.

Shéu lançou Hélder Barbosa e Reguila, o que somado ao crescimento de Paulinho no jogo permitiu um futebol melhorzinho do lado do Trofense. Mais tarde, o treinador colocou em campo também Lipatin e a formação da Trofa terminou o jogo com três avançados. Ricardo Nascimento tinha enfim para quem jogar. O Trofense marcou.

Mas não chegou para evitar a derrota. A quarta derrota em quatro jogos. Shéu estreou-se e despediu-se sem encanto. Entrega uma equipa cada vez mais perdedora a Tulipa. Ora o novo treinador do Trofense, que viu o jogo nas bancadas, tem um longo caminho de trabalho pela frente. Sobretudo é necessário motivar um grupo de jogadores que há cinco anos fariam uma grande equipa.
As declarações de Shéu
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As declaraçôes de Manuel Cajuda
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