A ausência de jogadores preponderantes no plantel principal e a eficácia demonstrada pelo Portimonense em bolas paradas fez com que o Trofense não somasse pela quarta vez consecutiva os três pontos.

Os comandados de Daniel Ramos não conseguiram assim dar seguimento a um dos melhores períodos da equipa, que desde o triunfo sobre o Leixões não perdia. Registos que lhes possibilitaram um lugar tranquilo na tabela classificativa e quase garantir a manutenção.

 Mais felizes estiveram os algarvios que encaravam este jogo como decisivo, caso queiram manter as aspirações à permanência na Liga Vitalis.

Os primeiros quinze minutos foram fatais para o emblema da Trofa, que jogava pela segunda vez consecutiva em casa.

Os alvi-negros inauguraram o marcador ao quarto minuto por Rodolfo Lima a partir de um pontapé de canto e perante a displicência da defensiva trofense, que acusou em demasia a falta de Idalécio, que devido a castigo assistiu à partida na bancada.

Poucos minutos após o golo algarvio, nova contrariedade para Daniel Ramos, que viu o guarda redes Vítor ser expulso, depois de este ter derrubado Maxi Bevacqua, ainda fora da grande área. O técnico sacrificou Saavedra para fazer entrar Marco, que por sua vez foi batido, na sequência de um pontapé livre apontado por Márcio Abreu.

A resposta do Trofense só surgiu depois do segundo tento do adversário. Mesmo em inferioridade Everson reduziu e segundos depois o árbitro Pedro Proença foi o protagonista ao não assinalar uma grande penalidade cometida sobre Traoré.

Antes do intervalo o portimonense conseguiu um novo tento, mesmo sem fazer muito para o merecer, desta vez por intermédio de João Pedro, jogador que antes de ingressar no Futebol Clube do Porto, teve formação no Trofense.

A história da partida fez-se na primeira parte, depois do descanso o pragmatismo forasteiro e a inoperância dos jogadores trofense acabaram por imperar.

"Um jogo de justiça". Luís Martins estava satisfeito com a vitória e considerar que o triunfo "é o resultado do que a equipa tem feito ultimamente".

Apesar de enaltecer a exibição dos alvi-negros, o técnico classificou de "crucial" o lance que resultou na expulsão de Vítor, "facto que permitiu ao Portimonense controlar a partida".

Agora que a "primeira final está ganha", tudo está em aberto: "dependemos de nós próprios e tenho confiança que a qualidade da equipa vai fazer com que festejemos a permanência.

Por seu lado Daniel Ramos desvalorizou a ausência de jogadores titulares, face aos acontecimentos do encontro e assumiu o pouco empenho de alguns jogadores: "perder não é bom ainda para mais com as contrariedades que se sucederam na partida. Quem entra tem que mostrar que tem valor e o facto é que vimos que alguns não se empenharam tanto como outros. Há que estar preparado, e quem não aproveita tem menos oportunidades para mostrar o que vale".

Sem tecer muitas considerações sobre algumas decisões polémicas de Pedro Proença, o técnico afirmou que a grande penalidade existiu e "podia ter mudado todo o rumo do jogo".

O Trofense assinalou assim o seu oitavo desaire, o quarto em casa e ocupa o nono lugar com trinta e dois pontos.

Na próxima jornada o clube trofense viaja a Vila do Conde para defrontar o actual líder da Liga Vitalis, o Rio Ave.

 

Jogo: Estádio Clube Desportivo Trofense

Trofense: Vítor, Maia (Kika 60'), Michel, Tiago Madalena, Bispo, Edu, Saavedra (Marco 15'), Traoré, Nelsinho, Leandro Netto e Everson (Chico 68')

Treinador: Daniel Ramos

Portimonense: Michael Etulain, Rui Ferreira, Ricardo Pessoa, Marco Almeida, Márcio Abreu, Maxi Bevacqua (Pintassilgo 76'), Rodolfo Lima (Miran 82'), João Pedro, Eriverton (Vargas 66'), Rui Baião e Braima

Treinador: Luís Martins

Árbitro: Pedro Proença (AF Lisboa), auxiliado por Tiago Trigo, Pedro Garcia e Hélder Malheiro

Cartões Amarelos: Marco Almeida (21'), Edu (27'), João Pedro (38'), Traoré (55') e Rodolfo Lima (67')

Cartão Vermelho: Vítor (14')

Marcadores: Rodolfo Lima (4'), Márcio Abreu (16'), Everson (22') e João Pedro (43')

Resultado ao intervalo: 1-3

Resultado final: 1-3