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Ano 2011

Trofense é adjunto de Domingos Paciência no Sporting (c/ vídeo)

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Para alguns pode ser desconhecido, mas o seu nome está marcado nas páginas mais gloriosas da Académica de Coimbra e do Sporting de Braga. Na próxima época, Miguel Cardoso poderá ficar na história do Sporting Clube de Portugal ao lado de Domingos Paciência.

Miguel Cardoso tem 39 anos e é natural da Trofa. É conhecido por muitos, mas ainda não foi reconhecido pelo concelho que o viu nascer, apesar de o seu nome estar marcado nas páginas mais gloriosas da Académica de Coimbra e do Sporting de Braga.

Na final da Liga Europa deste ano, em Dublin, o trofense esteve no banco de suplentes e sofreu com a derrota da equipa do Minho diante do Futebol Clube do Porto. Não se trata de um jogador em fim de carreira escondido nas canteras futebolísticas de Portugal, mas sim um dos treinadores mais promissores do desporto rei a nível nacional. Miguel Cardoso é treinador-adjunto de Domingos Paciência e na próxima temporada vai tentar ficar na história do Sporting Clube de Portugal.

A carreira notável deste trofense, licenciado em Educação Física e mestre em Desporto em Crianças e Jovens, começou cedo nas camadas de formação do Futebol Clube do Porto. Depois de passar por vários escalões, seguiu para a equipa B dos “dragões”, altura em que se cruzou com Domingos Paciência.

Mas o primeiro desafio para entrar no futebol profissional foi feito por Carlos Carvalhal, que iria comandar a equipa do Belenenses. Depois de duas temporadas com os do Restelo, Miguel Cardoso rumou com o técnico para o Sporting de Braga, onde fez “uma época engraçada” com um 4º lugar, oitavos-de-final na Taça UEFA e meias-finais na Taça de Portugal, as últimas já com Jorge Costa como treinador principal.

O trofense viu a sua carreira progredir ao deixar o cargo de preparador físico para coadjuvar Domingos Paciência na Académica de Coimbra. Depois de ter contribuído para “a melhor época de sempre” do emblema da Briosa, o técnico adjunto não podia ter desejado melhor que as duas temporadas passadas no Sporting de Braga: 2º lugar da Primeira Liga na primeira e a presença na final da Liga Europa na segunda.

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“Só o trabalho de uma equipa fantástica, de um treinador fantástico e de um grupo de jogadores fantásticos é que permitiram esse desempenho desportivo de tão considerável relevo”, considerou.

No meio de uma agenda preenchida com o curso de nível 4 de treinadores e a preparação da época do Sporting, este trofense arranjou um espaço para falar com o NT e TrofaTv e explicar o que o motiva a crescer profissionalmente.

“Sou uma pessoa que cresceu na Trofa, mas que encontrou espaço de afirmação profissional noutros lados. Tenho procurado que, a cada ano, novos desafios apareçam e que seja melhor. É nas ligações ao mundo que vamos absorvendo, transmitindo e partilhando”, explicou.

Durante muitos anos deu aulas de natação na terra natal e, hoje, como formador da Federação Portuguesa de Futebol, dá aulas a muitos trofenses.

 

Alma trofense não desaparece

Apesar de se ter mudado para Braga, o amor pela terra natal nunca deixará de existir, garante. Faz questão de a visitar para “cortar o cabelo, apesar de ser pouco”, explica entre risos, assim como não abdicou de ser eleitor na Trofa.

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Acredita que “há uma grande massa de pessoas” que o conhece, pois ainda tem muitos amigos no concelho. “Se calhar as pessoas que não me conhecem são as pessoas que têm alguma responsabilidade política na Trofa”, desabafa, salvaguardando que evita a exposição e o mediatismo.

E quanto ao clube da terra, Miguel Cardoso lamentou o facto de o Trofense não ter conseguido a subida de divisão, mas espera que “consiga crescer, percebendo qual é o caminho que no futebol é importante percorrer”. E, segundo o treinador, só há um: o da “competência”.

No entanto, Miguel Cardoso sublinhou que “o importante não é chegar ao futebol profissional, necessariamente”, mas sim “dar espaços para a prática desportiva, seja para crianças como para pessoas mais velhas”. “E a Trofa tem trabalhado nesse sentido”, considera.

 

Ser treinador principal não é preocupação

Miguel Cardoso ainda não pensa em progredir na carreira como treinador principal: “Não é uma preocupação neste momento. Porque tenho um espaço de realização profissional incrível, que me satisfaz”.

Mas nem só de momentos bons se faz uma carreira brilhante. Miguel Cardoso teve momentos difíceis como o que viveu na derrota na final da Liga Europa, recentemente: “Quando o jogo acabou, não consegui ficar dentro do campo e fui para o balneário, mas voltei, porque achei que tinha de estar ao pé dos nossos jogadores”.

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E como momentos mais emocionantes Miguel Cardoso escolheu o jogo com o Dínamo de Kiev que deu acesso às meias-finais da Liga Europa: “O facto de jogarmos 80 minutos com menos um e segurarmos o empate com uma equipa, que tem um orçamento estrondoso e jogadores como Shevchenko, foi incrível. Ver o esforço daqueles rapazes a ‘morrerem’ dentro de campo e a darem tudo o que têm, enche-nos de um grande orgulho e satisfação”.

E mesmo com uma hora de entrevista, não foi possível descobrir, afinal, qual o clube de coração de Miguel Cardoso. “Eu visto com muita paixão as camisolas que me vão passando pelo corpo. Durante os oito anos que estive no FC do Porto, gostei muito daquele clube, assim como do Belenenses, da Académica e do Braga. E naturalmente do Trofense, que tem um espaço de simpatia muito grande. Gostei muito do Belenenses, mas deu-me muito prazer ganhar ao Belenenses. Gostei muito do Porto, mas deu-me muito prazer ganhar ao Porto. E neste momento, para o ano, vai-me dar um gozo terrível ganhar ao Braga, e se puder ser logo no primeiro jogo, tanto melhor”, referiu.

Agora no Sporting, Miguel Cardoso espera escrever mais uma página gloriosa na sua carreira e aliar a paixão no futebol com aquilo que lhe dá sentido: as vitórias.

 

 

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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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