Trofasenior Residências promoveu as primeiras jornadas geriátricas, que debateu o tema das demências. D. Ximenes Belo e Américo Aguiar foram os convidados de honra. 

D. Ximenes Belo, Prémio Nobel da Paz, foi um dos convidados de honra das primeiras jornadas geriátricas da Trofasenior Residências, que abordou o tema das demências. Várias dezenas de médicos encheram o auditório do clube residencial sénior para participar nesta atividade. D. Ximenes Belo sublinhou a importância do trabalho dos profissionais da saúde na minoração da dor dos mais velhos: “São os médicos, os enfermeiros e os voluntários da saúde e da assistência social, a todas as pessoas que com a ciência e a capacidade prestam múltiplos serviços a pessoas que sofrem de demência, não podemos deixar de dar uma palavra de reconhecimento e gratidão”.

O bispo afirmou ainda que “a razão desta atividade profissional é a pessoa humana”. “Não podem eles nunca cederem tentação da dor, à experimentação científica, porque em primeiro lugar está o exercício do cuidado. Muito menos podem contemporizar com o culto dos casos difíceis, buscando triunfos, à custa das pessoas, do doente. O serviço prestado pelos técnicos é sempre para o utente e uma razão de esperança não pode ser defraudada”, frisou. 

Também o padre Américo Aguiar, vigário geral da diocese do Porto, quis desmitificar as ideias em torno de estabelecimentos que acolhem os mais velhos, afirmando que “o lar, a residência não é o mal, mas sim colocar os familiares e esquecêlos”. “Na altura das festas da Páscoa e do Natal, percorro muitos estabelecimentos e fico muito perturbado quando vejo os idosos a olhar para a porta à espera que chegue o filho, a neta, a nora, o genro, mas eles não chegam. 

Mas nós estamos numa casa muito especial, que podemos chamar casa, família, e nós sabemos do esforço que faz para que assim seja”, acrescentou. Alfredo Gomes, administrador da Trofasenior Residências complementou a ideia de Américo Aguiar, dando o testemunho de que neste local “os familiares dos residentes vêm cá almoçar, jantar, estar com eles e isso é muito importante, seja numa fase demencial, seja numa fase posterior”.

As jornadas decorreram com um painel de oradores especializados no serviço ao utente idoso, que discutiram um tema cada vez mais importante no seio de uma sociedade cada vez mais envelhecida. Jorge Pedrosa, diretor clínico da Trofasenior Residências, evidenciou o facto de “o tema das demências não ser aflorado na maior parte dos congressos e realizações médicas”. “É um tema que está fechado nos núcleos da neurologia e da psiquiatria, mas quem trata do doente no dia a dia é o médico de família e esse é que tem que abrir mais conhecimentos em relação a este tema”, explicou.

Para os responsáveis da Trofasenior Residências, este estabelecimento presta um serviço inigualável aos mais velhos. Alfredo Gomes assinalou que a “verdadeira missão” do clube residencial “é prestar os melhores cuidados aos idosos, proporcionando-lhes um envelhecimento cada vez mais feliz e ativo”. “Posso afirmar que somos os melhores no que fazemos. Temos noção que a Trofasenior Residências é inigualável e única, oferecendo serviços que tornam esta casa uma referência no que respeita ao idoso e toda a sua dimensão bio-psico-social. Somos a única instituição privada a oferecer uma avaliação e intervenção no âmbito das demências, o chamado espaço demente”, sublinhou.

Nestas Jornadas estiveram presentes mais de cem médicos das especialidades de psiquiatria, neurologia, medicina interna e clínica geral.

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