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A Trofáguas – Serviços Ambientais, EEM está a tomar as diligências necessárias para que em 2010, 90 por cento da população do concelho da Trofa tenha acesso ao saneamento básico.

Apostar fortemente na construção da rede de saneamento no concelho da Trofa continua a ser uma das grandes metas da empresa municipal Trofáguas. Segundo o presidente do Conselho de Administração, António Pontes, “um dos principais objectivos da administração da Trofáguas é que o concelho da Trofa tenha, até 2010, um grau de cobertura de 90 por cento”.

Para isso será necessário um investimento “na ordem dos 17 milhões de euros”, acrescentou o responsável, que se junta aos já feitos e que permitem 160 quilómetros de rede de saneamento em todo o concelho actualmente (um aumento de cerca de 734 por cento do número de quilómetros construídos). Este aumento permitiu, igualmente, que a percentagem de população abrangida passasse de 20 por cento em 2003 para 80 por cento, em 2008, adianta a empresa em nota enviada à imprensa.

De acordo com a nota, a adesão à rede de saneamento também verificou um saldo bastante positivo, visto que a empresa recebeu até Dezembro de 2008, 2736 novos pedidos, o que originou que a percentagem de população servida pela rede de saneamento passasse de 20 por cento em 2003 para 44 por cento em 2008.

“A empresa municipal tem adoptado uma forte política de sensibilização dos munícipes para que efectuem a ligação domiciliária à rede de saneamento. Esta política tem sido apoiada pelas facilidades disponibilizadas aos munícipes no pagamento da tarifa de ligação ao colector de saneamento básico, mas também nos apoios sociais prestados relativamente a esta tarifa e às tarifas mensais de conservação e disponibilidade de saneamento básico”, pode ler-se ainda na nota de informação.

A empresa informa ainda que, relativamente à tarifa de ligação de saneamento básico, as medidas passam pela possibilidade de “qualquer utente” em “efectuar o pagamento faseado em 12 prestações, sem acréscimos de juros”.

“Para os agregados familiares cujo rendimento per capita seja inferior ao rendimento social de inserção, é atribuída a isenção do pagamento da tarifa de ligação”, informa a mesma nota. Já os agregados familiares com rendimento per capita que esteja compreendido entre o valor do rendimento social de inserção e 2 vezes, este mesmo valor é devido o pagamento de uma tarifa igual à percentagem do rendimento per capita que excede o rendimento social de inserção.

Relativamente às tarifas mensais de conservação e disponibilidade do saneamento básico, para os agregados familiares cujo rendimento per capita seja inferior ao rendimento social de inserção, será aplicada uma tarifa de 25 por cento do valor da tarifa de referência. Já para os agregados familiares cujo rendimento per capita esteja compreendido entre o valor do rendimento social de inserção e 2 vezes este mesmo valor, será aplicada uma tarifa de 50 por cento do valor da tarifa de referência.

António Pontes referiu ainda que o objectivo é que “a actuação da Trofáguas seja cada vez melhor para que se possa responder aos anseios dos trofenses, em áreas tão sensíveis como o saneamento, água e resíduos sólidos que, para além de permitirem uma melhor qualidade de vida, acarretam, sem dúvida, uma melhoria da saúde pública e do ambiente concelhio”.