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A Associação para a Defesa do Ambiente e do Património na Região da Trofa acusa a empresa Savinor de ser autora de uma descarga poluente no Ribeiro de Covelas. Contactada pelo NT, a empresa nega a veracidade do acto.

O Ribeiro de Covelas foi, no passado sábado, alvo de uma descarga de efluente não tratado da empresa Savinor, acusa a ADAPTA em nota enviada ao NT. De acordo com a associação, a descarga “teve início de madrugada e prolongou-se até ao final do dia” e pode ser visualizada “ao longo do curso do Ribeiro, desde Outeirô até à Trofa Velha”.

“As lamas negras, características do efluente produzido por esta empresa encontram-se depositados no leito e nas margens do Ribeiro, cujo reduzido caudal terá dificuldades em as depurar, provocando fortes cheiros ao longo deste curso de água”, lê-se na mesma nota.

A associação avançou que efectuou uma denúncia ao SEPNA – Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente e que, no sábado de tarde, os agentes se deslocaram ao local para fazer o levantamento da ocorrência e, posteriormente, notificaram a CCDR-N da situação.

A ADAPTA adiantou ainda que “após um curto período de ausência de cheiros, a Savinor voltou a contaminar o ar de que respiramos, desta vez com maior intensidade”. “Os cheiros nauseabundos têm sido uma constante, principalmente de noite e de madrugada”, sendo “as freguesias mais afectadas Covelas e S. Romão do Coronado”, acusa a associação.

Contactada pelo NT, a empresa Savinor nega a veracidade da situação, referindo que não houve “qualquer descarga propositada ou involuntária de poluentes ou de lamas”. Em comunicado enviado à nossa redacção, informa que “foi contactada na passada segunda-feira pelo Presidente da Junta de Freguesia de Covelas sobre este assunto, tendo prestado todos os esclarecimentos possíveis” e que “foi inclusive mencionada uma situação involuntária ocorrida há cerca de 2 meses, e comunicada de imediato à ARH, motivada pelo transbordo de uma lagoa durante o aterro das mesmas”.

A Savinor adiantou ainda que a brigada do SEPNA esteve na empresa no passado sábado, não tendo, no entanto, visitado as instalações, “tendo ficado de contactar um responsável pela unidade industrial, situação que até à data não aconteceu.

“A Savinor faz saber do grande desconforto que situações como esta provocam, uma vez que são repetidamente feitas queixas infundadas sobre a sua actividade. A Savinor assume as suas responsabilidades, mas não pode nem deve ser sistematicamente responsabilizada por actos de terceiros ou por qualquer problema de natureza ambiental que afecte o local em que se insere. Perante a reiterada apresentação de queixas infundadas contra a Savinor, que põem em causa o bom-nome e reputação da empresa, e dos seus colaboradores, a Savinor reserva-se o legítimo direito de actuar contra os seus autores com vista à legítima protecção dos seus interesses”, pode ainda ler-se no comunicado.