No próximo ano letivo, o Agrupamento de Escolas da Trofa vai contar com menos uma centena de professores no quadro de pessoal.

 No próximo ano letivo, o Agrupamento de Escolas da Trofa vai perder 101 alunos. É o agrupamento que mais vagas perde, de acordo com a portaria publicada em Diário da República, que dita que o concurso para a contratação de docentes, que se realiza de quatro em quatro anos, disponibiliza 618 lugares no quadro de pessoal.

O documento assinado pelo ministro das Finanças, Vítor Gaspar, e pelo secretário de Estado da Administração Escolar, João Casanova de Almeida, revela que o desaparecimento das vagas está relacionado com o encerramento de estabelecimentos e a criação de mega-agrupamentos, efetivada em 2012.

Paulino Macedo, presidente da Comissão Administrativa Provisória do Agrupamento, que tomou posse no dia 4 de julho de 2012, confirma que, para além da agregação das escolas, “que implica a elaboração de Mapa de Pessoal único”, também “se verifica uma enorme diminuição de alunos que tem como implicação imediata a diminuição da necessidade de professores no 1º ciclo”. Por outro lado, refere, há fatores que precipitam a consequência da diminuição do pessoal discente necessário: “O aumento do número de alunos por turma implica a existência de menos turmas. A reorganização do currículo dos alunos com menos horas de aulas; consequentemente menos horários… menos professores”.

O presidente da CAP – criada com o mega-agrupamento, que uniu o Agrupamento da Trofa à Escola Secundária da Trofa – afirmou ainda que “outra grande causa desta diminuição de professores no agrupamento acontece nos Grupos de Recrutamento do anterior Mapa de Pessoal da Escola Secundária que, por motivos que nos são alheios, levaram a situações de alguma desregulação”.

“Convém afirmar, que o elevado número de vagas negativas recentemente apresentado, para efeito de concurso, não corresponde a uma redução efetiva de vagas. Procedemos a uma atualização do Mapa de Pessoal Docente, eventualmente sobredimensionado, uma vez que a realidade, sobretudo na Escola Secundária, com destaque para a diversidade da oferta formativa e a quantidade de cursos profissionais que enquadrados noutro regime normativo, permitiam e exigiam um maior número de docentes”, acrescentou.

Paulino Macedo confirmou que esta desregulação teve “implicações diretas na estabilidade e na construção de um bom clima organizacional”, mas admitiu que a CAP “tudo fará para minimizar os ‘danos’”.