Cerca de 30 atletas femininas de Portugal, Espanha, Alemanha e Bélgica participaram no 2º Torneio Internacional de Ginástica Artística, promovido pela Ginástica Olímpica da Trofa (GOT), no passado domingo.

O pavilhão desportivo da EB 2/3 de S. Romão do Coronado foi o palco escolhido para o evento que mobilizou algumas dezenas de pessoas que tiveram oportunidade de apreciar uma das mais bonitas modalidades olímpicas do mundo.

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Filipa Martins, do Sport Clube do Porto, foi a atleta portuguesa que esteve em destaque na prova ao vencer no escalão de iniciados, que teve a companhia das duas representantes da Alemanha no pódio.

Filipa Choon foi única atleta da GOT que conseguiu uma medalha, o segundo lugar na classificação geral individual do escalão de juniores, atrás da atleta belga Floriane Sciangueta.
A prova contou com quatro modalidades de ginástica: as paralelas, o salto de cavalo, a trave e o solo, onde se conseguiram apreciar algumas acrobacias incríveis e que mostram a potencialidade de muitas atletas que estão a nascer para o desporto olímpico.

Em declarações ao NT/TrofaTv, Sérgio Humberto, assessor para o pelouro do Desporto e Juventude da Câmara Municipal da Trofa, afirmou que este “é um torneio único e que dignifica a Trofa”. “Esta colaboração estreita entre a GOT e a Câmara Municipal tem dado frutos, por isso é um torneio que tem que continuar no futuro”, garantiu.

Apesar da pouca projecção que o desporto tem na Trofa e que é um espelho de todo o panorama nacional, o responsável referiu que “a sua evolução é um trabalho que vai demorar e só mais tarde é que poderá ter expressão. O objectivo da GOT e da Câmara Municipal colaborar é dar o apoio necessário para que consigamos formar grandes atletas a nível nacional e se possível ter também atletas da Trofa na ginástica artística a ter resultados como tem acontecido”, sublinhou.

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Artur Romão, presidente da GOT, confirmou o sucesso do torneio com a recepção “dos maiores elogios e a vontade de todas as equipas participantes voltarem”.

O responsável confirmou que relativamente ao torneio do ano passado houve “uma melhoria na parte da logística dos equipamentos”, mas a evolução “é para continuar, porque a única coisa que continuam a solicitar é que se melhore as condições dos equipamentos ou seja apesar de melhorar bastante eles continuam a estar aquém daquilo que será exigido para um torneio internacional com a envergadura que este está a alcançar”.

O apoio da Câmara tem sido importante para a evolução do clube que com os patrocinadores apenas consegue “dar algum apoio à dinâmica estruturante do torneio”.

“Isto só é viável com o apoio que a Câmara nos dá. É ela que está a suportar o torneio, mas o clube está a prestar um bom serviço à Câmara, pois penso que é provavelmente o maior evento internacional que a Trofa tem, está a ganhar prestígio e está a dignificar a Trofa”, acrescentou.
Quanto ao balanço da actividade da GOT, Artur Romão considerou “positivo”. “As atletas têm sido umas verdadeiras heroínas, gostam do ambiente, gostam de lá estar e temos evoluído imenso como clube em termos estruturais”, afirmou.

O presidente só lamenta “o pouco interesse da população” que provoca alguma resistência à evolução das atletas. “Não têm interesse que as filhas participem, porque não estão disponíveis para ir buscar ou levar os filhos. Na Maia, ao fim de dois meses, tinha 60 pessoas a querer participar e tivemos que fechar as inscrições e aqui não há interesse nenhum. A Câmara tem feito um trabalho excepcional em dinamizar até a prática da educação física no primeiro ciclo do ensino básico. Sabemos que neste momento toda a gente apela à prática física, devidos aos problemas de obesidade e estou com muitas dificuldades em entender que nomeadamente os agrupamentos de escolas e algumas professoras coloquem apenas dificuldades a esta iniciativa da Câmara”, concluiu.