Por cada tonelada de óleo alimentar recolhido, 50 euros revertem para as instituições do concelho.

Chamam-se oleões e destinam-se à deposição de óleos alimentares. São onze os equipamentos distribuídos pelas freguesias do concelho, mas até ao final do ano, a Trofáguas, empresa responsável pela colocação, pretende aumentar o número destes equipamentos. Pode encontrar estes contentores em “sítios mais conhecidos”, como por exemplo nas imediações das juntas de freguesia ou locais de grande afluência da população.

Para uma correta utilização destes equipamentos devem deixar o óleo arrefecer e, só depois, depositá-lo numa garrafa (ou garrafão) de plástico. Quando este estiver cheio e bem fechado, basta depositar a garrafa ou garrafão no oleão (contentor laranja) mais próximo. Nunca devem ser utilizadas embalagens de vidro para colocação do óleo no oleão nem deve ser despejado sem recipiente. Além disso os óleos de motores não devem ser colocados nestes equipamentos.

Assis Serra Neves, vereador do Ambiente da Câmara Municipal da Trofa, adiantou que numa primeira fase, a colocação destes equipamentos foi desencadeada pela Divisão de Ambiente da autarquia da Trofa, mas, por uma questão de logística, passaram “essa responsabilidade” para a empresa municipal Trofáguas. A colocação de oleões decorre da legislação, que obriga a colocá-los por todo o concelho. “Devo lembrar que isto não tem custos quer para a autarquia, quer para a Trofáguas. Pelo contrário, há um retorno, embora simbólico, para algumas instituições. É preciso que os munícipes tenham a consciência de que devem começar em casa a recolher os óleos alimentares, em vez de os despejar na banca ou despejar no quintal. Devem começar a criar os hábitos de colocar os óleos no garrafão/garrafa. E depois, quando vierem aos supermercados, colocar os desperdícios nos oleões”, aconselhou, pedindo à comunidade para ser mais amiga do ambiente. 

Também Luís Rebelo, presidente do Conselho de Administração da Trofáguas, salientou a importância desta ação para o meio ambiente. “Tendo em conta que se depositarmos um litro de óleo usado na banca ou no quintal, estamos a poluir cerca de um milhão de litros de água, podemos ver que realmente o impacto desta ação é altamente nocivo”, asseverou.

A empresa municipal fez uma auscultação no mercado. Um procedimento normal onde algumas empresas participaram, tendo sido a Egi a escolhida, pois apresentou “as melhores condições”, desde a colocação de equipamentos ao retorno das contrapartidas. O presidente do Conselho de Administração afirma que, para além de não ter quaisquer custos para a autarquia e empresa municipal, ainda “traz algumas contrapartidas”. Pois, ao garantir o destino adequado para os óleos alimentares usados, “estamos a contribuir para a redução da carga poluente nas ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais), para a redução de emissão de gases com efeito de estufa para a atmosfera e valorizamos um importante recurso, nomeadamente para a produção de biodiesel”. Além disso, o número de toneladas de recolha de óleos, transforma-se em bens materiais que serão reencaminhados para instituições de âmbito social. “Posso adiantar, por exemplo que por cada tonelada recolhida a Egi faz reverter 50 euros para instituições do concelho”, adiantou, apelando à reciclagem destes desperdícios.

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