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Ano 2008

Trofa iniciou comemorações com jantar de gala

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Abrir com chave de ouro a comemoração dos 10 anos de existência do concelho da Trofa foi o objectivo da autarquia que estendeu à população o convite para o jantar de gala que decorreu, este sábado, no antigo pavilhão da já extinta empresa têxtil Ráfia.

A ida a Lisboa de milhares de trofenses para buscar o concelho foi revivida por membros de movimentos associativos, empresários, políticos e trofenses anónimos e nem mesmo o mimo, que passou a noite calado, faltou à festa.

Surpresas também não faltaram e para além do hino Trofa 10 anos foi apresentado um vídeo que recordou a luta pela independência da Trofa e o dia 19 de Novembro.

Bernardino Vasconcelos, presidente da autarquia, lamentou que o espaço não pudesse receber mais pessoas e mostrou-se satisfeito com a adesão dos trofenses.

“Temos aqui cerca de 1100 pessoas que aderiram de uma forma espontânea a este jantar de gala, início das comemorações dos 10 anos, tenho pena de não ter outros tantos lugares, porque muita gente não pode vir porque o espaço não pode conter mais pessoas. No entanto sinto uma alegria imensa, porque esta adesão significa que as pessoas acreditam na Trofa e dão valor àquilo que tem sido feito em prol do seu concelho e da nossa autonomia”, afirmou.

Estes 10 anos, são para o edil o fechar de um ciclo onde houve “muita luta, muito trabalho e muitas vitórias e a cada dia que passava surgia sempre um problema que era preciso ultrapassar, então nos primeiros três anos de instalação em algumas alturas foi dramático”, lembrou. Agora, “existem grandes problemas a ultrapassar, grandes desafios, mas temos muitas mais soluções, que devem ser partilhadas com todos, movimento associativo, empresários, escolas, e todos os partidos”, acrescentou.

Também presente no jantar, Joana Lima líder concelhia do PS não deixou de registar as mudanças na Trofa: “mudaram as vontades das pessoas, porque cada vez mais têm vontade de trazer o melhor para a Trofa, mudou sobretudo a coragem que as pessoas têm de dizer não em determinada altura, e temos algumas obras”

No entanto, para a socialista “a Trofa merece mais”, apontando uma “falha grave” na gestão autárquica de Bernardino Vasconcelos: “eu acho que o PDM (Plano Director Municipal) é fundamental para qualquer gestão, o PDM da Trofa não existe”.

Mas em clima de festa, Joana Lima recordou o momento da independência: “estava em Lisboa, como todos os trofenses que foram buscar o concelho, eu também lá estava, eu também explodi nas galerias da assembleia da república de alegria, também fui interceptada pela polícia, para que não nos manifestássemos, mas a alegria era tanta que era impossível ficarmos serenos”.

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Paulo Queirós, líder do PCP na Trofa, também fez a sua análise dos 10 anos de independência e não hesitou em afirmar que “há uma maior aproximação, uma maior intervenção do povo na gestão das coisas que são suas e claramente só isso dá uma nota positiva a estes dez anos”. Mas para o líder comunista ainda falta “um documento orientador do município que é o PDM”.

Recordando o dia 19 de Novembro, e apesar de não ter ido a Lisboa buscar o concelho, Paulo Queirós, contou: “lembro-me de sentir uma grande emoção, foi difícil conter as lágrimas”.

Também Paulo Serra, líder concelhio do CDS, frisou a importância da autonomia da Trofa: “passou-se de facto muita coisa nestes últimos 10 anos e bem, porque melhorou bastante o concelho da Trofa. E mudou essencialmente porque nos tornamos independentes de um concelho que não fazia nada por esta região, só por isso já valeu a pena”.

“Eu estava na Assembleia da República na altura em que foi proclamado o concelho da Trofa e senti uma alegria enorme como naturalmente todos os trofenses sentiram”, acrescentou.

As comemorações estendem-se até ao dia 14 de Dezembro com música, actividades desportivas e exposições.

Trofenses vestiram-se de gala

Glamour e requinte marcaram a gala Trofa 10 anos com que a autarquia deu início às comemorações do aniversário do concelho.

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As toilletes não passaram despercebidos ao olhar atento da estilista trofense Micaela Oliveira. “Acho que as pessoas estão muito bem vestidas, porque as pessoas no seu dia-a-dia vestem-se mais descontraídas e hoje estão com a imagem um pouco mais cuidada”, avaliou.

Para a estilista foi “uma honra participar neste jantar, porque é uma situação inédita aqui na Trofa, tenho de dar os parabéns porque está muito bem organizado, mesmo em termos de espaço, dou os parabéns à Câmara da Trofa, porque realmente estamos em mudança, e este jantar faz parte da mudança”, afirmou.

Entre os 1100 trofenses estavam membros de movimentos associativos, empresários, políticos e trofenses anónimos, que recordaram o momento da independência e as mudanças que se registaram nestes últimos anos.

Alice Pinto, responsável pela Associação Recreativa e Desportiva do Coronado, frisou a importância de “participar em tudo o que acontece no concelho para que a Trofa melhore a todos os níveis”.

Já Fernando Monteiro, presidente do Rancho Etnográfico de Santiago de Bougado lembrou as mudanças que ocorreram no concelho: “a Trofa mudou muito mas ainda continua a precisar de mudar mais um pouco, ainda não atingimos a bitola que merecemos e que temos direito”.

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Ano 2008

Cinco mulheres atropeladas, duas em estado grave

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 Dois feridos graves e três ligeiros é o balanço de um acidente de viação, esta segunda-feira, junto à empresa Ricon, em Ribeirão. O condutor do veículo terá ligado ao sogro a pedir auxílio, abandonando depois o local do sinistro, visivelmente transtornado. As mulheres já não correm risco de vida.

 José Marcelino nem queria acreditar no que viu quando regressou de uma tarde de pescaria. “Quando me aproximei do meu carro, que tinha ficado estacionado no sentido Ribeirão/EN14, vi que estava virado em sentido contrário e só quando cheguei perto da viatura me apercebi do que tinha acontecido. Tinha o carro com a parte lateral esquerda completamente desfeita”, adiantou ao NT, José Marcelino ainda mal refeito do susto.

O proprietário do Opel Vectra ainda estava incrédulo com os contornos deste acidente. “Ouvi sirenes enquanto estava a pescar mas como tinha o meu carro bem estacionado nunca pensei que a minha viatura estivesse envolvida”, adiantou.

O palco do acidente foi a Avenida da Indústria, perto da empresa têxtil Ricon, envolvendo três viaturas ligeiras e, segundo o NT conseguiu apurar, resultou de “uma colisão lateral entre dois ligeiros seguida de despiste e atropelamento de cinco peões”, adiantou fonte da Brigada de Trânsito de Braga, que esteve no local.

Alegadamente, as duas viaturas seguiam no mesmo sentido: “Uma das viaturas ia estacionar e a outra tocou-lhe, despistou-se e atropelou as pessoas que iam na berma, batendo ainda numa terceira viatura que estava estacionada. De acordo com a Brigada, trata-se de uma zona sem passeio, mas os peões “circulavam do lado correcto da estrada, com o trânsito de frente”. Os veículos seguiam no sentido poente-nascente, em direcção à EN14.

O acidente terá acontecido às 12.50 horas quando as vítimas, com idades entre os 30 e os 45 anos, regressavam ao trabalho após a hora de almoço. Segundo o NT conseguiu apurar, duas das mulheres são residentes na Trofa e as outras três serão de Ribeirão.

As vítimas foram transportadas para o Hospital S. Marcos em Braga e para o Centro Hospitalar do Médio Ave, unidade de Famalicão.

A mulher de 34 anos de idade, residente na cidade da Trofa, está estável e internada em Braga e segundo um familiar contactado pelo NT, “sofreu fracturas nas duas pernas, num braço e na bacia, apresentando ainda costelas partidas com perfuração dos pulmões, mas não corre riscos de vida”, adiantou. A vítima esteve consciente e contou aos familiares como tudo aconteceu: “Estava a chover, o veículo seguia em direcção à EN 14, estava a ultrapassar um outro que se encontrava parado, acabando por embater no veículo, abalroando ainda uma segunda viatura, e acabou por colher as cinco funcionárias da Ricon”.

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Outra das vítimas, que se encontra internada no Hospital de S. Marcos, apresenta lesões na coluna.

O condutor do veículo, que ficou “transtornado com o acidente”, abandonou o local “com medo que lhe batessem”, segundo confirmou a esposa, garantindo que ele ia entregar-se às autoridades.

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Ano 2008

Campeonato nacional é objectivo a alcançar

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Juniores do Trofense lideram campeonato

 Todas as equipas dos diferentes escalões do Clube Desportivo Trofense aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital.

 O frio que se sente no Complexo de Paradela nesta altura do ano não é obstáculo para os jovens que integram os escalões do Clube Desportivo Trofense. O sonho de um dia chegar ao patamar mais alto do futebol faz com que os poucos graus centígrados sejam esquecidos e a bola torna-se no único acessório de valor para os pequenos craques em altura de treinos e jogos.

Com a nova direcção liderada por Rui Silva, o departamento de futebol do Trofense modificou estratégias e delineou novas metas, numa clara aposta na formação para conferir ao clube expressividade na captação de jovens talentos. Todas as equipas dos diferentes escalões aceitaram o desafio de atingir os nacionais e os resultados começam a aparecer. Actualmente todas ocupam os primeiros três lugares do campeonato, e em posição privilegiada surgem os juniores, que lideram a 1ª divisão distrital, com quatro pontos de avanço sobre o segundo classificado, Paços de Ferreira. Todos alimentam o sonho de qualquer jovem no seu lugar: serem chamados para integrar o plantel sénior da equipa.

Jorge Gonçalves é o treinador da equipa há três anos. Já tinha integrado o departamento de formação noutra altura e depois de um período em que experimentou outros clubes decidiu “aceitar o convite do coordenador Jorge Maia” para abraçar um projecto de quatro anos, que está “a correr conforme o planeado”, afirmou em entrevista exclusiva ao NT/TrofaTv.

Os dois primeiros anos serviram para “criar condições para tornar a equipa competitiva”, no sentido de atingir a subida aos nacionais. “Esse é o patamar onde os jogadores poderão evoluir melhor”, referiu.

O projecto não abrangeu apenas o escalão júnior e os resultados de um trabalho “árduo” começam a notar-se: “Neste momento, nas camadas jovens, os juniores estão em primeiro lugar, os juvenis estão em terceiro lugar a um ponto do segundo, os iniciados estão em segundo lugar e os infantis ocupam o terceiro lugar”.

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Actualmente a ocupar, confortavelmente a liderança, os jogadores desfrutam do sucesso “confiantes no seu valor”. No entanto, há necessidade de “equilibrar as mentalidades para que eles não se deslumbrem”, adiantou Jorge Gonçalves que reforçou o facto dos feitos de hoje “serem fruto de um trabalho de três anos”.

O técnico considera que os resultados positivos são fruto da sintonia entre o departamento de formação e a direcção do clube e sabe que Tulipa, treinador da equipa sénior, está atento ao trabalho desenvolvido pelos juniores. “Existe uma grande comunicação entre o departamento e a equipa técnica profissional. Sei que (Tulipa) já veio ver um ou dois jogos da equipa e alguns juniores têm ido treinar com os seniores com alguma regularidade. Integraram, aliás, o jogo da Liga Intercalar e fizeram uma boa figura, com um excelente desempenho”, acrescentou.

O treinador acredita nas capacidades dos jovens para poderem fazer parte do plantel sénior, mas não esquece que “existem muitos outros factores, como estar no sítio certo no momento certo, a posição do jogador ou se o treinador estiver mais necessitado e também há o aspecto da coragem para o fazer”.

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