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TROFA ESQUECIDA!

TROFA ESQUECIDA!

Hoje iremos abordar um tema que muito embora já tenha sido abordado neste Semanário, a nós só agora nos foi possível emitir a nossa opinião. Estamos a falar do PIDDAC_2008. Mas afinal o que é o PIDDAC? Comecemos, então, por o definir resumidamente. O PIDDAC é uma publicação anual onde se apresenta a execução dos diferentes programas e projectos organizados numa óptica institucional (a nível de ministério ou equiparado), salientando os investimentos e despesas de desenvolvimento executados directamente pela Administração Central e as despesas de apoio ao investimento de outros sectores institucionais. Por seu lado, a Regionalização do PIDDAC apresenta os projectos de investimento do Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central, incluídos no Orçamento do Estado, por distritos e concelhos.

   Face ao exposto, para nós a análise e o acompanhamento da evolução económico-social do País, em estreito diálogo com outros serviços da Administração e com o sector privado, preparando cenários e trajectórias possíveis de evolução da economia da sociedade portuguesa, propondo as grandes linhas da estratégia de desenvolvimento integrado, são algumas das matérias que terão forçosamente de estar na preparação do PIDDAC, pois são aquelas a que todos nós estamos mais "sensíveis".

Dado a importância das matérias em questão, a imparcialidade na sua preparação/elaboração têm de ser uma realidade de forma que todos os distritos e concelhos do nosso país estejam em "pé de igualdade" quanto ao desenvolvimento que as suas populações tanto anseiam e merecem.

Contudo, existem factos que demonstram que nem sempre tal acontece, designadamente, nas verbas contempladas no PIDDAC regionalizado.

Por exemplo, a Trofa, como todos sabem, este ano não foi contemplado nem com um euro no dito PIDDAC, muito embora outros Concelhos que se encontram em estados de desenvolvimento idênticos ou superiores o tenham sido, o que deverá levar a que TODOS os Trofenses reprovem e fiquem indignados com tal situação, que a consideramos de injusta, pois não é assim que se combatem as assimetrias regionais existentes.

É um facto que algumas pessoas tentam esconder este "esquecimento" com a justificação de que a TROFA poderá ter outras contrapartidas e assim se minimize esta injustiça. Achamos esta justificação de recurso e sem credibilidade. Se por um lado, o histórico fala por si, por outro lado, é diferente ter "um pássaro na mão ou dois a voar". Ouvem-se, também, justificações do tipo "não somos da mesma cor do Governo, logo somos penalizados". A ser verdade, só vem provar, que não existe isenção, pois estão a condicionar a atribuição dos respectivos valores, não baseados nas necessidades reais das populações, mas sim na "cor dos olhos" de quem as governa.

Independentemente do motivo que leva a que sistematicamente a Trofa seja penalizada, o mais relevante, para nós, é que não se pode/deve branquear o facto do concelho mais jovem de Portugal ficar, mais uma vez, sem o necessário investimento público como um dos meios para corrigir desigualdades competitivas e de melhorar a qualidade de vida dos Trofenses.

No entanto, ficamos com a esperança de que a curto prazo consigamos "apanhar os ditos pássaros que ainda estão a voar", ao mesmo tempo que fazemos votos para que num futuro próximo esta "metodologia" seja alterada, para melhor, pois, caso contrário, quem sai desprestigiado é sobretudo quem a pratica e quem se remete ao ensurdecedor silêncio face a esta situação que consideramos, no mínimo, de injusta.

Terminamos dizendo:

"LUTE" PELA TROFA!

Alberto Maia

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