A 10 de agosto, a Volta a Portugal parte da Trofa em direção a Fafe, na etapa que antecede a da subida ao monte da Senhora da Graça. No dia 9, o pelotão também passa por várias freguesias do concelho. 

Depois de ser palco de uma partida e de uma chegada, em 2011 e 2012, respetivamente, a Trofa volta a participar na Volta a Portugal em bicicleta. A cidade vai protagonizar a partida da 3ª etapa, a mais curta da competição, que antecede a da difícil e, muitas vezes, decisiva subida ao monte da Senhora da Graça.

No dia 10 agosto, pelas 13.05 horas, e durante cerca de dez minutos, a caravana percorre as ruas da Trofa, saindo da estação nova da CP. O destino é Fafe e, pela frente, o pelotão tem cerca de 164 quilómetros.

Joaquim Gomes, diretor da Volta há dez anos, resumiu a etapa que envolve a Trofa desta forma: “O Gerês vai, mais uma vez, fazer a ponte entre as, teoricamente, etapas fáceis e as de grande dificuldade. Depois de Santa Luzia, a caravana vai, numa ligação muito movimentada, regressar à animada cidade de Fafe, com os principais protagonistas já com a cabeça na difícil etapa do dia seguinte para a Senhora da Graça”.

A Volta a Portugal, que este ano assinala as “bodas de diamante”, começa a 7 de agosto, com o prólogo a acontecer no coração de Lisboa, e uma novidade: discussão em sistema de contrarrelógio por equipas, que não acontecia há vários anos.

Meta Volante na Trofa na 2ª etapa

Antes de partir da Trofa, a caravana tem duas etapas: a primeira, do Bombarral a Aveiro, com o maior percurso da prova – 203 quilómetros – e a segunda, entre Oliveira de Azeméis e Viana do Castelo (187,9 quilómetros). O percurso da última tem passagem pelo território da Trofa. Ao quilómetro 101 da etapa, o pelotão sai da Estrada Nacional 105 e entra em S. Romão do Coronado e percorre S. Mamede antes de seguir pela Estrada Nacional 14, onde passa pelo Muro e Santiago de Bougado. A meta volante estará no centro da cidade, onde na rotunda do Catulo, os corredores terão de virar à esquerda, em direção a Vila do Conde.

Depois da 3ª etapa, entre a Trofa e Fafe, a Volta parte de Arouca em direção a Mondim de Basto, até à Senhora da Graça, na considerada etapa “rainha”, com 181,4 quilómetros. Seguem-se as etapas Lousada-Oliveira do Bairro (177 quilómetros), Sertã-Castelo Branco (180 quilómetros), Termas de Monfortinho-Gouveia (176 quilómetros), Oliveira do Hospital-Seia (166 quilómetros), Sabugal-Guarda (35 quilómetros – contrarrelógio) e Viseu (130 quilómetros).

Nesta edição da competição participam 18 equipas: seis de Portugal, duas de França, uma de Espanha, uma da Polónia, uma da África do Sul, uma da Suiça, uma da Rússia, uma dos Estados Unidos da América, uma do Cazaquistão, uma do Luxemburgo, uma de Itália e uma da Holanda.

“É uma Volta a Portugal que, apesar de ter um percurso equilibrado, faz cada vez mais apelo a etapas de montanha e de muita dificuldade. A competitividade é essencial e tem de estar intacta para manter os índices de popularidade. A organização faz tudo o que consegue para tornar este desporto, e em particular a Volta, num grande acontecimento mas, é óbvio que, a partir do dia 7 de agosto, o sucesso estará completamente entregue aos corredores e às opções técnicas de cada diretor desportivo”, referiu Joaquim Gomes.

O diretor da prova considera que “independentemente docontexto socioeconómico muito adverso”, há que “lembrar o percurso da história e a Volta, com os seus 86 anos, já viveu muitas dificuldades, mas sempre proporcionou momentos felizes e de grande generosidade”. “Temos o dever de manter esta tradição, impulsionando a modernidade deste desporto que está intimamente ligado ao sofrimento do povo português”, sublinhou.