Ambientalistas de todo o país reuniram-se no auditório da Junta de Freguesia de Santiago de Bougado para o 4º Encontro da Plataforma Interassociativa Convergir.A Adapta foi a anfitriã do encontro que reuniu 70 pessoas.

A Trofa foi a capital da ecologia durante o dia de sábado para receber o 4º encontro da Plataforma Interassociativa Convergir que juntou mais de 70 membros de associações ambientalistas de todo o país na Junta de Freguesia de Santiago de Bougado.

A Adapta – Associação para a Defesa do Ambiente e do Património na Região da Trofa foi a grande anfitriã do encontro onde se realizou um esboço de balanço daquilo que os ambientalistas não conseguiram preservar e as vitórias que alcançaram na defesa da natureza.

“Falamos sobre o contra-desenvolvimento e desenvolvimento sustentável que é uma realidade até mesmo aqui na Trofa. É um desenvolvimento que devasta o meio ambiente, a paisagem e o bem-estar das pessoas e já foi uma realidade mais próxima”, acrescentou Cândido Novais, presidente da ADAPTA, que ficou surpreendido com o número de participantes no encontro.

Durante o encontro os membros das diferentes associações tiveram ainda a oportunidade de conhecer de perto o problema da construção da plataforma logística. De acordo com Paulo Santos da Associação FAPAS – Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens a plataforma “não está bem colocada ou o projecto não a coloca no melhor sítio”.

“Procurar construir a plataforma num sítio onde é mais barato pode ser bom a curto prazo, mas a médio prazo tem impactos na economia regional, porque ocupamos as zonas agrícolas e é tudo uma actividade em cascata. E o que nós precisamos no nosso país é que seja reforçada a actividade agrícola”, acrescentou.

O encontro teve início de manhã com uma apresentação por José Portela, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, intitulada “Do Contra-Desenvolvimento ao Desenvolvimento Sustentável”, seguindo-se três exemplos de iniciativas locais que visam a harmonia entre ambiente e actividade económica, expostas pelo fotógrafo e gestor Pedro Alarcão (Associação Veranda, Melgaço), pela bióloga Alice Gama (Associação Transumância e Natureza, de Figueira de Castelo Rodrigo) e pelo biólogo António Roleira (Associação para o Estudo e Protecção do Gado Asinino, de Atenor, Miranda do Douro).

No início da tarde, Paulo Santos, do FAPAS, e o biólogo José Teixeira, da Plataforma Sabor Livre, mostraram algumas das razões por que se não conseguiu evitar a submersão do Baixo Sabor. Bordalo e Sá, do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar e membro da APRIL, falou em seguida sobre a “Despoluição dos Rios do Norte – Que Balanço?”.

Em seguida serão apresentados três casos de sucesso com Pedro Macedo, do Movimento Promindelo, que falou no êxito alcançado com a criação da reserva de paisagem protegida de Mindelo; o biólogo e mestre em ecologia humana Nuno Gomes Oliveira, Director do Parque Biológico de Gaia, recordou os processos relativos às reservas de âmbito regional do Estuário do Douro e Serra de Valongo; Bernardino Guimarães, da Campo Aberto, e Soares da Luz, do Movimento de Defesa dos Jardins do Palácio de Cristal, analisou os resultados, em ambiente urbano, de uma luta pelos espaços verdes, concretamente o caso do Parque da Cidade do Porto.