Sensibilizar a população a colaborar com os elementos que trabalharam para a defesa da floresta, com a divulgação dos números de telefone para comunicar em caso de detecção de incêndios ou descargas clandestinas de resíduos, bem como alertar para a não realização de queimadas durante os períodos críticos, foram os objectivos da realização da Semana da Floresta Autóctone.

O Salão Nobre dos Bombeiros Voluntários serviu de palco para a divulgação dos Resultados da 9ª Campanha de Vigilância Móvel para a dar a conhecer à população os resultados positivos de mais uma campanha de vigilância florestal e de combate aos fogos no verão passado.

Os resultados demonstram uma redução da área ardida na superfície florestal do concelho em 2008, bem como um decréscimo do número de ocorrências e da percentagem de incêndios, em relação ao período homólogo de 2007.

António Pontes, vereador do pelouro do Ambiente da autarquia, frisou a importância da diminuição de dois índices: “o primeiro foi o número de ignições, este ano ficamos na ordem das 60 ignições, em termos de período crítico, o que acaba por ser um resultado bastante interessante atendendo àquilo que se verificava há cinco ou seis anos atrás, que andávamos na ordem das 300 a 400 ignições. Depois na área ardida verificou-se também uma melhoria relativamente ao ano passado”.

As freguesias de Santiago e São Martinho de Bougado foram as que registaram um maior número de queimas em 2008, enquanto que Guidões, S. Romão do Coronado e Muro apresentaram o maior valor acumulado de área ardida.

Assim, comparativamente a outros concelhos do distrito do Porto, a Trofa está bem posicionada, mas a prevenção não pára e foram já definidos mais objectivos. “Vamos procurar para o ano de 2009 fazer com que os resultados se consolidem, porque nós sabemos que depois de três anos de bons resultados que o próximo vai constituir um grande desafio a esse nível e naturalmente um segundo objectivo é ver, apesar de tudo, uma margem de melhoria que importa seguir no sentido de conseguirmos tanto quanto possível melhorar os resultados”, garantiu Pontes.

A negligência é a principal causa dos incêndios no concelho da Trofa com a realização de queimas de detritos, de sobrantes e resíduos florestais, mas segundo o vereador houve já um aumento dos pedidos de licenciamento de queimas na Câmara durante este ano. “Isto prova que as pessoas perceberam que para se fazer uma queima, agora vão à Câmara, licenciam e essa queima é acompanhada quer pelos serviços municipais da protecção civil, quer pelos bombeiros, sendo feita em segurança”, afirmou.

Nos dias seguintes a autarquia ofereceu ainda espécies autóctones da região como é o caso do Carvalho Nacional, Loureiro, Pinheiro Manso, Freixo, Bétula, Medronheiros, Azevinho, à população interessada, como tem sido hábito em anos anteriores, no Horto Municipal.

O objectivo desta acção é “fomentar as pessoas para fazerem plantações destas espécies”. De acordo com o vereador “as espécies autóctones no que diz respeito aos fogos florestais têm outro tipo de resistência, são de crescimento rápido e servem muitas vezes de travão do desenvolvimento do fogo. Por outro lado quem esteja a apostar na rentabilização da floresta, num médio longo prazo, esta é muito superior do que através das espécies de crescimento rápido”, acrescentou.

De referir que o concelho da Trofa é constituído por 50 por cento de área florestal e que por isso necessita de uma vigilância apertada no sentido de impedir fogos florestais.

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