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A maternidade de Santo Tirso e as contas da autarquia foram os pontos mais quentes na discussão da última Assembleia Municipal, onde o presidente da Câmara juntou “no mesmo saco” Comunicação Social e oposição.

Muitos foram os trofenses que não faltaram à Assembleia Municipal Ordinária de Abril, que decorreu no Salão Nobre dos Bombeiros Voluntários da Trofa e que ficou marcada pela troca de “mimos” entre Jaime Toga, eleito da CDU e o presidente da Assembleia, Daniel Figueiredo por causa do tempo e da forma como um se dirige à Assembleia e o outro dirige a mesma Assembleia.

Mas a polémica não se ficou por aqui pois também Bernardino Vasconcelos presidente da autarquia acusou Jaime Toga de “desconhecer e de mediatizar erradamente alguns dos números e situações discutidas na Assembleia” sem querer especificar quais. O edil aproveitou ainda para colocar forças politicas e comunicação social no mesmo “saco”, quando afirmou, em relação a este assunto que quanto à veiculação de informação fornecida aos órgãos de comunicação social “junta-se a fome (da CDU) com a vontade de comer “da comunicação social”, tentando insinuar algum tipo de “trama”.

CDU, CDS/PP e PSD votaram favoravelmente a moção apresentada por Jaime toga, relativamente ao encerramento do Bloco de Partos do Hospital de Santo Tirso. Na moção os eleitos na Assembleia Municipal da Trofa destes dois partidos defendem “a manutenção do funcionamento” daquela estrutura, e o “cumprimento da promessa de construção de novas instalações para um Hospital Publico, inserido no Serviço Nacional de Saúde…que sirva Trofa e Santo Tirso”.

Relativamente a esta matéria Magalhães Moreira do PS frisou “ nós estávamos disponíveis e informei o senhor Toga de que assinaríamos esta moção se eles fizessem duas alterações. A primeira era o ponto um, alterando para “…sala de partos”. Eu ouço e leio e penso que esta situação que o governo está a tomar está apoiado por um relatório técnico da comissão independente que, suponho não tem nomeados neste momentos.. Mas ouvi o bastonário da ordem dos médicos defender que deviam ser encerradas. Estamos disponíveis para apoiar desde que o ponto 2 na moção, que no nosso ponto de vista que o governo e que uma atitude economicista está a fechar a sala de partos, dizem que é por razões técnicas e nós aceitávamos desde que a redacção fosse esta “Considerando que os Serviços de Saúde tem que ser encarados como um direito de todos, consagrado na Constituição da República Portuguesa” e depois pedíamos para que não fossemos mentirosos nesta moção. No último ano maternidade de Santo Tirso não teve 1000 partos, mas sim 800”.

Jaime Toga reagiu dizendo “O que o PS queria é que se retirasse daqui que a saúde não pode ser encarada com critérios economicistas. O argumento do governo é que a maternidade não chega aos 1500 partos e como não se chega a esse valor fecha-se. Que tipo de critério é este? É um critério técnico? É um critério de saúde? Ou um critério economicista? Qual será a reacção dos senhores que estão aí sentados quando daqui a uns meses a decisão do governo for encerrar as urgências do Hospital de Santo Tirso a partir das 8h da noite? Aqui não há mentira.

Depois desta intervenção e como nada foi alterado o PS resolver abster-se nesta votação.

Já no período da ordem do dia, a Apreciação e Votação do Relatório de Prestação de Contas do Município da Trofa relativo a 2005 foi votada favoravelmente e aprovada com 16 votos a favor, oito contra.

De assinalar que dois presidentes de Junta ausentaram-se da sala aquando da votação deste ponto, depois de terem sido desafiados por Jaime Toga a votar contra neste.

Ainda neste ponto Renato Pinto Ribeiro do CDS aconselhou o executivo a “começar a ser mais empreendedora”, apontando “ a falta de amortizações como um dos factores que acaba por distorcer a realidade económico-financeira do município”.