A crise instalada nos têxteis do Vale do Ave não é generalizada. Que o digam os responsáveis da Trifitrofa, uma empresa que se dedica à comercialização de fios têxteis e que foi esta semana distiguida pela Revista Exame como a melhor PME do sector, em 2007. Para esta distinção muito contribuiu a mudança de estratégia e a busca da total satisfação dos clientes que desde 2000 tem vindo a transfigurar esta empresa da Trofa

Considerada a melhor PME da área têxtil do ano 2007 a empresa trofense Trifitrofa foi esta terça-feira reconhecida pela revista Exame, como a melhor do seu sector.

Com uma gestão familiar mas nem por isso menos profissional, a Trifitrofa iniciou a sua actividade na década de 80 e ainda hoje dois dos seus sócios fundadores mantêm-se à frente dos destinos da empresa. Jaime Azevedo e Gabriel Silva são dois dos rostos da Trifitrofa que com o passar do tempo foi crescendo e registando melhorias quer ao nível da distribuiçãoe do produto comercializado (fios têxteis), quer nas práticas comerciais, muito por “culpa” da nova geração, Jaime Azevedo (filho) e Manuel Matos que em 2000 entraram para a empresa introduzindo melhorias significativas na área comercial e na gestão da qualidade do produto, através da implementação de mudanças estratégicas que visavam a total satisfação dos clientes.

O integral respeito pelos prazos de entrega e a busca da excelência na qualidade dos produtos são dois dos factores que muito têm contribuido para a afirmação da Trifitrofa que tem na Indonésia, Paquistão e Índia alguns dos seus principais fornecedores. O factor preço também é uma das premissas deste sucesso pois a competitividade tem sempre o binómio qualidade/ preço como grande motor.

 

Os números do sucesso

 

Os primeiros sinais de que as modificações operadas na empresa estavam a dar frutos remontam a 2005 quando a Trifitrofa atingiu a sua maior facturação de sempre até então, 4,5 milhões de euros. Nos dois anos seguintes “conseguimos duplicar o volume de venmdas chegando perto dos 9 milhões em 2006 e em 2007 atingimos mesmo os 14,6 milhões de euros, sendo este para nós um valor histórico”, adiantou Jaime Azevedo.

Apesar da crise mundial, que está também a afectar o sector a Trifitrofa “colocou esforços extra e espera contrariar a tendência negativa de mercado, e aumentar em pelo menos 10 por cento o volume de facturação em comparação com o ano anterior”, adiantam os responsáveis por esta PME trofense.

 

Parcerias são chave do negócio

 

O desenvolvimento de parcerias com inúmeras empresas no estrangeiro e com a Megafibros que foi a base de apoio para que a Trifitrofa se lançasse no mercador internacional na procura de novos fornecedores para fio de algodão cru de alta qualidade, que depois a empresa envia às tinturarias suas parceiras para desenvolver o produto final.

Foi a partir daqui que a empresa conquistou ainda mais quota de mercado no sector da distribuição de fios tintos no mercado português, conseguindo assim a confiança dos clientes, muitos deles grandes grupos portugueses e estrangeiros.