O Partido Socialista comemora 3 anos de Governo.

Comemorações que culminaram no passado sábado com um comício que serviu de pretexto para o encontro de socialista no Porto, onde militantes de base e apoiantes se cruzaram com deputados e eurodeputados, ministros e ex-ministros e notáveis do partido.

   Todos juntos, em clima de festa e de apoio às medidas levadas a cabo pelo Governo liderado por José Sócrates.

Não podemos afirmar que foram anos fáceis, não o foram de facto, mas não nos podemos limitar a criticar só por criticar e é imperativo percebermos que muitas das medidas tomadas, embora duras e sejam sentidas no nosso bolso eram inevitáveis e não podiam ser de novo adiadas.

Como afirmou José Sócrates no comício, " Não podemos deixar aos nossos filhos um país adiado. Este é o tempo de mudança".

Ora toda a mudança implica necessariamente desconfiança e insegurança, mas estes não são motivos para não se avançar com as reformas.

Claro que seria muito mais fácil não mexer em nada, fazer uma alteração aqui e ali e deixar as coisas, na sua essência como estavam.

Com esta atitude passiva, este Governo não seria certamente contestado, adiava-se novamente as reformas necessárias e continuava-se sem sentido de responsabilidade até que outros tivessem a coragem de as fazer.

Falta de coragem, determinação e vontade de resolver problemas é coisa que não podemos acusar José Sócrates e o seu executivo.

Reconhecemos contudo que nem tudo está correcto, mas tal como José Sócrates afirmou em recente reportagem transmitida na televisão, " Só quem nada faz é que não comete erros."

Muito há ainda para fazer e não é certamente em 3 anos que todo se resolve, este é um investimento e um esforço dos portugueses que trará resultados, essencialmente a médio e longo prazo.

Mas há no entanto outros resultados que já se notam e que não os podemos negar.

No passado mês de Fevereiro, durante o Fórum Novas Fronteiras, foram apresentadas "15 Marcas para um Portugal Moderno" resultantes do trabalho realizado ao longo destes 3 anos, dos quais destaco alguns que considero reflectirem um Portugal mais moderno e justo e com crescente reconhecimento a nível Europeu e mundial.

Cerca de 65 000 idosos já recebem o complemento solidário e que abrange todos os cidadãos com mais de 65 anos e cujo rendimento global seja inferior a 400 Euros.

No apoio às famílias portuguesas, foram criados novos 14 577 lugares em creches e reforçados substancialmente os equipamentos a idosos e pessoas com deficiência.

Mais de 50 000 grávidas já beneficiam do novo abono pré natal e a procriação medicamente assistida passou a ser financiada pelo Serviço Nacional de Saúde, sem esquecer a inclusão da Vacina contra o cancro do cólon do útero no Programa Nacional de Vacinação.

O Inglês já é uma realidade em 99% das escolas do 1º ciclo do Ensino Básico.

O Programa Simplex, tornou o Cartão do Cidadão e o Documento Único Automóvel uma realidade, a desburocratização de processos e procedimentos desnecessários, e simplificou a vida a cidadãos e empresas e possibilitou o recurso aos mesmos pela Internet com maior facilidade.

Aposta clara na formação e qualificação dos portugueses. Mais de 350 000 adultos aderiram ao Programa Novas Oportunidades para melhorar as suas qualificações e dos quais mais de 143 000 já o conseguiram. Foram celebrados ainda no âmbito deste programa mais de 500 protocolos com empresas para qualificar 600 000 trabalhadores e existem nesta altura em funcionamento e certificados 430 centros Novas Oportunidades.

No âmbito das Energias Renováveis foram alcançadas metas importantes em prol da preservação do ambiente e da redução da nossa dependência energética do exterior. Em 2005 Portugal foi o país da UE que mais cresceu na capacidade de produção de energia eólica, e foram criadas 13 novas centrais de biomassa.

Portugal tem hoje 2 das maiores centrais do mundo de energia solar, cerca de 40% da electricidade consumida, provem já das energias renováveis e é lançado ainda este mês a Microgeração (produção de energia eléctrica através de fontes renováveis).

É pouco, todos concordamos, mas até agora era muito menos.

 

Teresa Fernandes