quant
Fique ligado

Edição 723

Todo o povo gritou, até o padre ajudou… avança, avança Covelas

Publicado

em

Contra o aterro na Trofa, todo o povo gritou. Demonstramos a força de um povo pela prática e relembramos que o povo é quem mais ordena e isso não assentou bem com quem manda, porque quer continuar a mandar. Porque tal como quando as ovelhas descobrem a força que têm ao lutarem juntas contra o lobo, na Trofa as ovelhas juntaram-se e venceram até a matilha de lobos que está na Câmara Municipal da Trofa. Muito mais se pode avançar neste país se começarmos a domar os lobos que estão metidos por esse país fora. Na Trofa e no país, está nas mãos do povo – organizar, lutar e avançar.

Fomos movidos pela defesa do meio ambiente, pela paixão pela natureza do verde da floresta ao azul cristalino da Lagoa de Coura em Covelas. Ao caminhar pelo meio de nenhures na floresta libertarmo-nos dos problemas do mundo urbano – do barulho e da confusão, da altura imponente dos prédios de ferro e betão armado. A tranquilidade, paz e qualidade de vida de uma freguesia que já muito sofreu com a fábrica da Savinor, e que continua a sofrer, ao contrário de comunicados da Câmara, esses valores, essa paz e preservação do meio ambiente não podem ser postas à venda por dois milhões ou por nenhum valor.

Mas a culpa de todo o mal de Covelas não está na construção do aterro sanitário. Está no esquecimento a que remeteram a freguesia e no tratamento de segunda ordem que recebe. Está também na questão do eucaliptal que todos os anos é um rastilho de problemas, de destruição do sustento de muitos e destruição de meio ambiente, fauna e flora. O povo sabe disto e sente-o na pele todos os anos, e também está nas suas mãos mudar isso.

Na luta contra o aterro, até o Padre ajudou. Na Trofa, todos aqueles que lutam do lado certo da barricada, os que pugnam pela justiça e lutam ao lado do povo, sofrem com calúnias e difamações. No tratamento a velhos ou novos inimigos a tática é a mesma, a destruição da reputação e da vida de uma pessoa. Que estejam preparados os avençados na cartilha da Câmara Municipal, que quando se não mostrarem mais úteis, ou se rebelarem, saberem que são descartáveis. Já o povo defender quem nos defendeu, nesta situação, não é uma questão de crença ou religiosidade, mas sim de justiça e de defesa da honra. Questão de crença na força da luta popular de um povo Trofense.

Afinal, quando todo o povo gritou e até o padre ajudou, avançou Covelas!

Continuar a ler...
Publicidade
Click to comment

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado.

Edição 723

Memórias e Histórias da Trofa: O Ministro da Justiça na Trofa em 1904

Publicado

em

Por

Decorriam os últimos dias do mês de maio de 1904 e a Trofa estava em alvoroço, porque iria ter a visita de gente ilustre, aquelas personalidades mediáticas que são capazes de alterar por completo as rotinas sociais da comunidade.

Uma pequena localidade entre Porto e Braga desenvolvia-se de forma estonteante, o comboio que tinha chegado há alguns anos permitia que se vivesse um grande crescimento económico e também social, o que fazia, obviamente, com que esse processo fosse capaz de chamar a atenção do poder central político.

O ilustre que iria visitar a Trofa na última semana de maio de 1904 era sua ex. Ministro da Justiça, Artur de Campos Henriques, que ocupava aquele cargo desde 7 de setembro de 1903.

Na prática, era ministro desde 1900, todavia tinha estado afastado dessas funções, entre julho e setembro de 1903, por questões meramente políticas e, rapidamente, iria retornar ao seu ministério.

A sua passagem pela Trofa iria ocorrer nas instalações da Estação do Caminho de Ferro, desconhecendo o destino final daquela ilustre visita, todavia, isso não foi impedimento para aquelas instalações ferroviárias estarem repletas de público, com muitos dos presentes a quererem ver aquela figura carismática do Governo Constitucional, atendendo a todo o seu passado político em que tinha sido Governador Civil, Ministro das Obras Públicas e, como prova do seu impacto mediático, em 1908, iria ser, inclusivamente, Presidente do Conselho que equivalia esse cargo na atualidade a Primeiro-Ministro.

Um portuense que ia dando cartas na política nacional e conseguia facilmente receber o reconhecimento do seu trabalho, iria ter uma enorme ovação na Trofa, com o povo presente a aproximar-se da carruagem em que ele viajava e prontamente fizeram vários vivas à família real, como também àquele ilustre.

Possivelmente, o destino da sua viagem seria Braga ou uma outra localidade minhota, fundamentando esta argumentação com a presença do Presidente de Câmara na Estação, como também a importante presença do secretário municipal. Caso o comboio seguisse para Guimarães, facilmente o Presidente da Câmara poderia contactar com aquela pessoa em território tirsense.

Publicidade

A cobertura jornalística efetuada àquele momento não permitiu perceber muito mais pormenores sobre aquele acontecimento, apenas que estava presente um ambiente festivo, com grandes vivas à família real, vivendo-se um momento de euforia e raro naquela época, a visita de um Ministro a uma localidade, sobretudo, uma das figuras mais influentes do panorama político nacional.

Continuar a ler...

Edição 723

Ida à praia (parque I)

Publicado

em

Por

Ajusto o despertador para as sete horas, a ideia é acordar cedo para aproveitar a melhor parte da praia, a manhã. Nunca percebi aquelas pessoas que chegam à hora do “cancro”, quando deveriam estar a sair para irem almoçar…QUE PAROLOS!

Parece que foi no momento a seguir a pousar a cabeça na almofada, que acordei com o primeiro de cinco toques do despertador! O primeiro, às sete, e o último, às oito. Dava perfeitamente para nos prepararmos, irmos tomar o pequeno- almoço e chegar cedo à praia.

O dia tinha acabado de começar e já achava que estava a correr demasiado bem, quando ao entrarmos no carro para irmos para a praia, e chegar cedo, a Cristina diz – Vamos passar só ali…fica a caminho.

A loja onde ela queria ir ficava a Este do sítio onde estávamos, quando queríamos ir para Oeste…mas estávamos com tempo…, é a grande vantagem de acordar cedo. Após esta deslocação fomos a mais um, e outro…e mais outro sítio, todos a caminho da praia e sem dar conta, já tínhamos percorrido todos os pontos cardeais, sem sair da Trofa!

Finalmente, tomamos a direção da praia e ao fim de meia hora estaciono o carro próximo de um passadiço que dá acesso ao areal. Quando olho para a esquerda, vejo várias pessoas a sair. “Estará vento?” – pensei eu, olhando para o céu a certificar-me se alguma gaivota estava a ser arrastada e de seguida espreito por cima do ombro, em direcção à bandeira, que além de verde, não se mexia!

  • É meio-dia. Quase que chegávamos de manhã! – Diz a Cristina.
    Quando ouço as horas, envergonhadamente, tapo a cara, para não ser visto, mas o António reconheceu a matrícula do carro:
  • Tudo bem, Calheiros? Vais para a praia?
  • Não, António! Só um inconsciente ia a esta hora para lá! Já vamos embora. – Respondo.

    Quinze minutos depois já tínhamos o para-vento e o guarda-sol montados e, sem grande demora, já estou a molhar os pés…a água estava gelada! O mergulho foi imediato e inevitável, depois de passar água pelas pernas, tronco e cara. Sempre desconfiei daqueles que vão molhar os pezinhos e recuam para o areal!
    Dou meia dúzia de braçadas e deixo-me estar a boiar. Ao sair da água, o ar natural que transmitia era desmentido pela pele de galinha e pela quase inexistência dos genitais…com calma dirijo-me para a minha toalha, onde me deito exposto ao sol, naquela hora em que ele é forte e faz mal…com urgência precisava de recuperar os meus órgãos…e adormeci, a Cristina já dormia!
    Quando acordo, desta vez sem nenhum toque de despertador, a praia já tinha recuperado aqueles que tinham saído ao meio-dia. Abro os olhos e senti-me como a acordar no meu quarto, mas cheio de estranhos, em que cada um pôde ficar a conhecer um pouco do meu íntimo, ou seja, a forma escarrapachada como durmo, se ressono ou não, se falo ou tenho tiques durante o sono…e aquela! Aquela que, de pé e em topless, chegava creme por detrás de um para-vento, também pensa agora que me babo a dormir, mas nesse caso foi apenas a reação ao vislumbre de um belo exemplar de mamas!
    Viro-me para o lado e a Cristina ainda dorme e baba-se. Olho para onde a cabeça dela está virada e, aliviado, vejo um rochedo! Quando olho para ela, outra vez, sinto os genitais e um sorriso denúncia que já os recuperei…

Como é bom aproveitar a praia, logo pela manhãzinha!

Continuar a ler...

Edição Papel

Comer sem sair de casa?

Facebook

Farmácia de serviço

 

arquivo

Neste dia foi notícia...

Ver mais...

Covid-19

Pode ler também

} a || (a = document.getElementsByTagName("head")[0] || document.getElementsByTagName("body")[0]); a.parentNode.insertBefore(c, a); })(document, window);