Ao vencer o Rali Centro de Portugal, que se disputou no dia 18 de setembro, na zona da Marinha Grande, o açoriano Ricardo Moura está a um pequeno passo de conquistar o título de campeão nacional de ralis. Já o trofense Jorge Carvalho viu a vitória na Taça de Portugal de Ralis fugir-lhe entre os dedos a escassos quilómetros do final da prova.

A prova organizada pelo Clube Automóvel da Marinha Grande (CAMG) apresentou uma estrutura pouco habitual no Campeonato de Portugal de Ralis, com um rali com 12 provas especiais num único dia, quando as restantes provas se disputam em dois dias. Foi uma aposta ganha, já que esta alteração foi do agrado da maioria dos pilotos.

A prova do CAMG foi demasiado morna no que respeita à competição, com os pilotos a adotarem uma toada muito calma, a pensarem mais no resultado do que no espetáculo. O primeiro líder da prova foi Pedro Peres (Mitsubishi Lancer), que foi dos poucos que entrou na prova com um ritmo muito rápido, mas um problema elétrico levou ao abandono do piloto do Porto. A partir daqui Ricardo Moura (Mitsubishi Lancer) ficou com a porta aberta para garantir mais uma vitória, já que nenhum dos seus concorrentes diretos teve andamento para o acompanhar. Ao piloto açoriano basta-lhe agora um 4º lugar no Rali de Mortágua para se sagrar campeão.

Vítor Lopes, que ainda mantém uma réstia de esperança no que ao título diz respeito, não foi além do 2º lugar, muito por culpa de um Subaru Impreza, que nunca se apresentou nas melhores condições. Bernardo Sousa, que disputa o SWRC no Mundial de Ralis, aproveitou a prova do CAMG para testar para a próxima prova do Mundial, O Rali de França, mas vários problemas no Ford Fiesta S2000 na parte matinal deitaram por terra qualquer hipótese de lutar pela vitória. Na parte da tarde o piloto optou por efetuar alguns dos testes que estavam programados e acabaria por terminar no lugar mais baixo do pódio. O jovem João Silva (Renault Clio R3) efetuou uma excelente prova ao terminar em 4º da geral e em 1º do CPR2 destinado a viaturas de apenas duas rodas motrizes. Ivo Nogueira num Citroen DS3 RT3 fechou o Top 5. Se houvesse um troféu para o piloto mais azarado, sem dúvidas que seria entregue a Renato Pita, que é navegado pelo trofense Jorge Carvalho.

Depois de dominarem todo o rali na categoria Taça de Portugal de Ralis, já na ligação para o parque fechado, aconteceu o inesperado, o motor do Mitsubishi Lancer “calou-se” e nada mais havia a fazer do que entregar de mão beijada a vitória a Hugo Lopes (Mitsubishi Lancer). Um final inglório para Jorge Carvalho e Renato Pita, que na estrada dominaram a competição do início ao fim. Por fim no Regional Centro a vitória sorriu a Armindo Neves (Mitsubishi Lancer).

 

Miguel Mascarenhas

Marco Monteiro


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