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Ano 2011

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Ao vencer o Rali Centro de Portugal, que se disputou no dia 18 de setembro, na zona da Marinha Grande, o açoriano Ricardo Moura está a um pequeno passo de conquistar o título de campeão nacional de ralis. Já o trofense Jorge Carvalho viu a vitória na Taça de Portugal de Ralis fugir-lhe entre os dedos a escassos quilómetros do final da prova.

A prova organizada pelo Clube Automóvel da Marinha Grande (CAMG) apresentou uma estrutura pouco habitual no Campeonato de Portugal de Ralis, com um rali com 12 provas especiais num único dia, quando as restantes provas se disputam em dois dias. Foi uma aposta ganha, já que esta alteração foi do agrado da maioria dos pilotos.

A prova do CAMG foi demasiado morna no que respeita à competição, com os pilotos a adotarem uma toada muito calma, a pensarem mais no resultado do que no espetáculo. O primeiro líder da prova foi Pedro Peres (Mitsubishi Lancer), que foi dos poucos que entrou na prova com um ritmo muito rápido, mas um problema elétrico levou ao abandono do piloto do Porto. A partir daqui Ricardo Moura (Mitsubishi Lancer) ficou com a porta aberta para garantir mais uma vitória, já que nenhum dos seus concorrentes diretos teve andamento para o acompanhar. Ao piloto açoriano basta-lhe agora um 4º lugar no Rali de Mortágua para se sagrar campeão.

Vítor Lopes, que ainda mantém uma réstia de esperança no que ao título diz respeito, não foi além do 2º lugar, muito por culpa de um Subaru Impreza, que nunca se apresentou nas melhores condições. Bernardo Sousa, que disputa o SWRC no Mundial de Ralis, aproveitou a prova do CAMG para testar para a próxima prova do Mundial, O Rali de França, mas vários problemas no Ford Fiesta S2000 na parte matinal deitaram por terra qualquer hipótese de lutar pela vitória. Na parte da tarde o piloto optou por efetuar alguns dos testes que estavam programados e acabaria por terminar no lugar mais baixo do pódio. O jovem João Silva (Renault Clio R3) efetuou uma excelente prova ao terminar em 4º da geral e em 1º do CPR2 destinado a viaturas de apenas duas rodas motrizes. Ivo Nogueira num Citroen DS3 RT3 fechou o Top 5. Se houvesse um troféu para o piloto mais azarado, sem dúvidas que seria entregue a Renato Pita, que é navegado pelo trofense Jorge Carvalho.

Depois de dominarem todo o rali na categoria Taça de Portugal de Ralis, já na ligação para o parque fechado, aconteceu o inesperado, o motor do Mitsubishi Lancer “calou-se” e nada mais havia a fazer do que entregar de mão beijada a vitória a Hugo Lopes (Mitsubishi Lancer). Um final inglório para Jorge Carvalho e Renato Pita, que na estrada dominaram a competição do início ao fim. Por fim no Regional Centro a vitória sorriu a Armindo Neves (Mitsubishi Lancer).

 

Miguel Mascarenhas

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Marco Monteiro


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Ano 2011

O ano de 2012 não será uma hecatombe, mas…

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A passagem de mais um ano, obriga-nos a meditar sobre o ano que passou e o ano que está a chegar. Não é que se viva de recordações, mas elas são muito úteis para se poder fazer um balanço da nossa vida; de onde viemos, para onde vamos. É o tradicional «reveillon», talvez o mais triste dos últimos anos.

O ano que agora finda é provavelmente, aquele que mais afetou a vida de quase todos nós, que ainda por cá andamos. O ano que virá, não será uma hecatombe, mas será um ano de muitas falências, de desemprego, de recessão e de depressão. Será a continuação da crise, ainda mais agravada com o passar do tempo.

Não vai ser possível escapar a mais um ano de recessão e caos económico, uma situação que não vivemos desde a segunda guerra mundial. O ano que agora festejamos o seu fim, brindou os portugueses com algumas medidas de carácter económico, que fizeram abalar a “carteira” de muitos, a começar com os cortes, para alguns, nos subsídios de férias e de natal, no fim das borlas nas SCUT, o fim do passe social para todos e os diversos e sucessivos aumentos em produtos necessários ao nosso dia-a-dia.

A crise que estamos a atravessar é uma crise quase generalizada a todo o mundo: o Ocidente debate-se com uma grave crise económica, que dura há mais de três anos; a África continua com as suas tradicionais crises humanitárias, económicas e políticas; a Ásia está a viver um conjunto de problemas originados pelo crescimento económico muito rápido de diversos países. A crise – financeira, económica e social -, alastrou-se a todo o mundo e o ano de 2012 vai exigir um combate em todas as frentes, vai exigir soluções globais.

Os decisores políticos mundiais deverão ter em atenção algumas premissas para que o combate tenha o êxito desejado. Em primeiro lugar, deve ser dada a primazia da economia sobre as finanças, mas antes de tudo devem dar a primazia ao ser humano. Não se quer uma economia baseada no «capitalismo selvagem», mas uma economia centrada no homem. É no homem e para o homem e nos princípios da solidariedade, que a economia deve estar focada. Só assim é que faz sentido.

Vai ser preciso um combate eficaz à miséria, à fome, ao desemprego, que grassa por todo o mundo. Seguramente, o ano que se avizinha terá de ser um ano de grandes transformações, pois os desafios são tremendos. Vai ser preciso suster o descalabro das finanças públicas, deter o galopante crescendo da dívida soberana dos Estados e fazer crescer a economia.

A crise que o mundo está a atravessar interpela todos, pessoas e povos, homens e mulheres, jovens e menos jovens, empregadores e empregados, partidos políticos e grupos de reflexão a um profundo discernimento dos princípios e dos valores que estão na base da convivência social. A crise obriga a um empenhamento geral, numa séria reflexão sobre as causas e soluções de natureza política e económica não deixando de ter o homem como epicentro. Para o bem-estar da humanidade. Sempre!

José Maria Moreira da Silva

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moreira.da.silva@sapo.pt

www.moreiradasilva.pt

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Ano 2011

Grupo de Jovens de Guidões recria presépio

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O Grupo de jovens S. João Baptista de Guidões deu vida ao presépio, numa iniciativa que é já tradição na freguesia.

Para muitos o dia de Natal é sinónimo de descanso e convívio familiar, mas em Guidões cerca de duas dezenas de jovens abdicam do conforto do lar para dar vida ao nascimento de Jesus, recriando o Presépio ao Vivo.

O último domingo, 25 de dezembro, começou bem cedo para o grupo. Ainda o relógio da Igreja Paroquial, onde é encenado o presépio, não assinalava as 7 horas e já os primeiros elementos chegavam para ultimar os preparativos. “Há certas coisas que apenas podemos fazer no dia, como colocar decorações e trazer os animais”, explicou o presidente do grupo de jovens, José Pedro Campos. Depois de tudo colocado no devido sítio, os animais acomodados nas suas cercas e dos jovens vestirem os trajes da época, era altura de ensaiar a encenação que deveriam levar a cabo durante a eucaristia de Natal. “Este ano, para além do presépio, também fizemos uma pequena atuação no momento de Ação de Graças”, esclareceu o responsável.

Esta é uma iniciativa que o Grupo de Jovens S. João Baptista de Guidões desenvolve há já vários anos: “Naturalmente que dá bastante trabalho”. “Toda a estrutura foi criada de raiz e é da responsabilidade dos elementos do grupo que soldam, pregam, serram e fazem o que for necessário para que tudo esteja pronto no dia de Natal”, acrescentou José Pedro Campos.

Neste presépio existem anjos, pastores, reis, José, Maria e muitas outras personagens que recriam os relatos da Bíblia, como a aparição do anjo a Maria, a falta de lugar na hospedaria em Belém para José e Maria pernoitarem ou a fuga para o Egito, depois de Herodes ordenar a morte de todos os bebés.

O objetivo é “diversificar as cenas todos os anos para não se tornar monótono”. Se ainda não teve a oportunidade de visitar o Presépio ao Vivo, pode fazê-lo no dia 1 de janeiro entre as 14 e as 17.30 horas.

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