“Dez telas” pintadas a óleo “baseadas em textos de autores portugueses marcantes na literatura nacional, como Camilo Castelo Branco, Sophia de Mello Breyner, José Saramago, José Francisco Fernandes, Eça de Queirós, José Régio, Agustina Bessa-Luís, Fernando Pessoa, Miguel Torga e João Aguiar”, compõe o projeto “Letra à Tinta”, que está exposto na Casa da Cultura.

Na exposição de pintura da autoria de José A. Nunes, que foi inaugurada no dia 7 de junho, Rita Pedras, do Museu de Arte Sacra de Penafiel, fez uma visita guiada pelas obras do artista portuense. José Nunes contou que o projeto nasce da “contínua pesquisa ao longo de uma década, cuidada e objetiva, percorrendo tanto o nascimento como o desenvolvimento do Surrealismo, através de todas as suas fases conhecidas”. “Não pretendendo adivinhar um futuro a esse mesmo movimento artístico, mas sim, demonstrar um, que embora possa não ser absoluto, é de facto, vivido e experimentado, pretendendo colocar ao de cima todo um conjunto de ideias e ideais que, não estando visíveis a olho nu, regem movimentos quotidianos essenciais que moldam todos os aspetos e intervenientes corpóreos ou não da nossa sociedade, independentemente da época”, declarou.

Nascido no Porto em 1980, José A. Nunes frequentou o Atelier Rui Alberto, a Oficina das Artes e a Academia das Artes, no Porto, tendo sido autor do Manifesto Liamista e dos projetos: “Surrealismo Contemporâneo: Intervenção Atual”, “Surreateca: Exposição Surrealista Itinerante”, “Surrealismo Curado”, “The Flying Fish Project” “A Curva do Selo”, “A Probidade do Fósforo – analogia abstrata do quotidiano”, sendo igualmente artista residente na Galeria Geraldes da Silva, no Porto.